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“Charlie Hebdo” responde aos atentados. “Façam a perversão, não a guerra”

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É um número muito marcado pelo humor negro, o desta quarta-feira do semanário satírico “Charlie Hebdo”, cuja redação foi alvo de um ataque terrorista no início deste ano

CHARLIE HEBDO / EPA

A edição desta quarta-feira do semanário satírico “Charlie Hebdo” é das mais irreverentes que se poderiam imaginar. Nos comentários, e sobretudo nos desenhos, a tónica geral é responder aos terroristas com o irrisório e a provocação, como acontece com o desenho da capa, da cartoonista Coco, onde se lê: “Eles têm as armas. Vão todos bardamerda. Nós temos o champanhe!”.

Um dos desenhos, no interior é direto, representando um casal nu: “Paris, capital da perversão? Façam a perversão, não a guerra!”

Captura de ecrã

Um outro é particularmente violento. “O espetáculo continua” é a legenda que acompanha bailarinas de cancan a dançarem com uma das pernas cortadas, de onde ainda caem pingas de sangue. A alusão ao cancan está presente igualmente num outro com uma bailarina e a sua saia rodada, representada como um alvo crivado de balas.

Captura de ecrã

Em vários outros alude-se ao drama ocorrido em Paris na passada sexta-feira, 13. Num deles, com o título “A França em guerra, não transigir nos nossos valores”, vê-se um homem a jogar no loto sob o fundo de cadáveres.

Captura de ecrã

É um número muito marcado pelo humor negro. Nas centrais, a acompanhar diversos desenhos lê-se, em título: “Poderia ter sido pior: poderíamos ter perdido o jogo”, numa alusão ao encontro amigável de futebol entre a França e a Alemanha, que decorria no Estádio de França no momento das explosões de três kamikazes no exterior do estádio e quando decorriam massacres em Paris.