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Belgas interrogaram e libertaram irmãos Abdeslam antes dos atentados

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MARCELO SAYAO / EPA

Um dos irmãos fez-se detonar nos ataques de Paris, o outro é procurado pela polícia. “Sabíamos que eles se tinham radicalizado” mas “não revelaram qualquer sinal de ameaça”, diz procurador belga a propósito do interrogatório. Secretas francesas não foram informadas

A polícia belga interrogou os dois irmãos Abdeslam antes dos atentados de sexta-feira, não tendo partilhado o resultado desses interrogatórios com os serviços de informação franceses.

A notícia, avançada esta quarta-feira de tarde pelo site “Politico”, foi entretanto confirmada pelo porta-voz do Ministério Público da Bélgica, o magistrado Eric Van Der Sypt, sem revelar as datas concretas dos interrogatórios.

Der Sypt disse apenas que os interrogatórios decorram aquando do regresso dos dois irmãos à Bélgica, “não tendo revelado qualquer sinal de ameaça”.

Ainda de acordo com o porta-voz do Ministério Público belga, Brahim Abdeslam, de 31 anos, que na sexta-feira detonou os explosivos que transportava junto ao corpo num bar da capital francesa, “tentou viajar para Síria, mas chegou apenas à Turquia”.

“Ele e o irmão foram interrogados quando regressaram”, acrescentou a mesma fonte. Salah Adbeslam, de 26 anos, também terá estado envolvido nos atentados de Paris e é atualmente procurado pela polícia.

“Sabíamos que eles se tinham radicalizado e que poderiam viajar para a Síria, [mas] não revelaram sinais de possível ameaça. Mesmo que tivéssemos informado os franceses, duvido que pudessem detê-los”, acrescentou Der Sypt.

Brahim Abdeslam não pode ser acusado porque “não havia provas de participação em atividades terroristas”, explicou ainda o porta-voz do Ministério Público da Bélgica.

Salah Adbeslam é atualmente procurado pela polícia

Salah Adbeslam é atualmente procurado pela polícia

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