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Rússia admite que queda de avião foi “ato terrorista”

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Mohamed Abd El Ghany / Reuter

Serviços secretos encontraram vestígios de uma bomba nos destroços do aparelho. Entretanto, dois funcionários do aeroporto de Sharm el Sheikh foram detidos por ligações ao caso

O responsável pelos serviços de segurança russos afirmou esta terça-feira que “um ato terrorista” esteve na origem do acidente com o avião que caiu no Sinai, Egito, matando 224 pessoas.

Isso mesmo comunicou ao Presidente Vladimir Putin, depois de os investigadores terem encontrado vestígios de uma bomba nos destroços do aparelho.

Na reunião que manteve com o Presidente russo, Alexander Bornitkov explicou que uma bomba improvisada, carregada com 1kg de TNT explodiu durante o voo, o que explica a forma como o Airbus foi destruído, com a queda de partes do avião a espalharem-se a uma grande distância.

“Podemos afirmar inequivocamente ter-se tratado de um ato terrorista”, disse Alexander Bornitkov, citação que o jornal “The Guardian” transcreve e que foi também publicada no website oficial do Kremlin.

Em função desta conclusão, Putin ordenou que os serviços secretos se concentrem agora em encontrar os reponsáveis pelo atentado.

“Não vamos descansar em relação a isto, temos de saber os seus nomes”, frisou Putin, segundo a agência AP. “Vamos procurá-los onde quer que estejam escondidos. Vamos encontrá-los e vão ser punidos”.

A agência Reuters avança, entretanto, como notícia de última hora, a detenção de dois funcionários do aeroporto de Sharm el Sheikh, por alegada ligação ao atentado. Não foram ainda adiantados mais pormenores.

Após o acidente com o Airbus, o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou a autoria do ataque, quer através de declarações escritas, quer através de um vídeo divulgado online. O atentado foi justificado como uma retaliação pelos ataques aéreos conduzidos pela Rússia na Síria, tendo o grupo ameaçado o próprio Presidente Putin.

Apesar de a hipótese de atentado ser já dada como a mais provável, nomeadamente pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, esta é a primeira vez que a Rússia o admite.

(Notícia atualizada às 9h45)