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Mohammed Abdeslam pede ao irmão para se entregar à polícia

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Mohammed Abdeslam diz que a família está desolada

OLIVIER HOSLET/EPA

O irmão de Salah Abdeslam, o homem mais procurado pelas autoridades francesas, lamenta que a família não tenha conseguido evitar a radicalização de dois membros da família envolvidos nos ataques de Paris

O irmão de Salah Abdeslam, o homem mais procurado pelas autoridades francesas e europeias, suspeito de ter alugado o carro que levou os terroristas ao Bataclan em Paris, apela ao irmão para este se entregar à polícia.

Em entrevista à BFM TV, Mohammed Abdeslam - que é também irmão de outro suspeito de envolvimento nos atentados de Paris -, reconhece que o irmão era “duro” nas suas convicções religiosas mas garante que não agia sempre em função do fanatismo.

“Salah era alguém que não deixou de cumprir as suas obrigações. Ele orou, não bebia, passava de vez em quando na mesquita e vestia-se normalmente”, afirma Mohammed, que lamenta que a família não tenha logrado evitar a radicalização de Salah Abdeslam. ”A nossa família está triste e desolada por não ter conseguido fazer nada para evitar a radicalização deste dois irmãos”, acrescenta.

Apartamento alugado em Alfortville

De acordo com o jornal “Le Figaro”, apesar do plano dos atentados ter sido delineado a partir da Síria, tudo começou a ser preparado entre a Bélgica e a França.

O site do jornal francês avança esta tarde que os terroristas hospederam-se recentemente num hotel na região francesa de Alfortville, onde terão ultimado o plano de auaqre levado a efeito na passada sexta-feira, em Paris.

Além disso, ficou a saber-se também que Brahim Abdeslam - um dos irmãos que se fez explodir após os ataques - alugou um apartamento em Bobigny entre os dias 10 e 17 de novembro.

Viagem recente à Àustria

Outra questão que está a merecer a atenção das autoridades é o facto de Salah Abdeslam ter viajado em setembro para a Áustria, numa altura em que este país começou a enfrentar a pressão pela entrada de refugiados. A identidade do jovem francês ficou registada a 9 de setembro, após uma verificação de rotina pelas autoridades austríacas na fronteira com a Alemanha, quando seguia num carro acompanhado por mais dois indivíduos.

Segundo o serviço de fronteiras austríaco, o grupo que seguia na viatura informou as autoridades que iria passar “uma semana de férias no país”, tendo prosseguido a viagem.

As investigações continuam com vista a determinar qual era o o objetivo da sua estadia na Aústria durante aqueles dias e confirmar se os acompanhantes de Salah Abdeslam poderão ou não estar ligados aos ataques ocorridos em Paris.

Quatro dias após os atentados, Salah Abdeslam continua em fuga. As buscas realizadas esta segunda-feira em Molenbeek, nos arredores de Bruxelas, não foram concluídas com sucesso.

As autoridades belgas emitiram este domingo um mandado de detenção contra Salah, considerando tratar-se de um indivíduo “perigoso”. Há vários anos que este jovem de 26 anos defendia ideias jiadistas, segundo a imprensa belga e francesa.