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Manuel Valls. “Estamos numa guerra contra um inimigo que nos ataca”

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As ideias do Presidente François Hollande foram explicadas mais em detalhe pelo primeiro-ministro Manuel Valls

CHARLES PLATIAU / Reuters

Primeiro-ministro francês mostra-se confiante de que a oposição irá votar a favor da alteração da Constituição, com vista ao reforço do combate do terrorismo

“Não estamos numa guerra civil. Estamos numa guerra contra um inimigo que ataca o nosso território”, declarou esta manhã o primeiro-ministro francês. Manuel Valls defende a necessidade de o país reforçar as medidas de segurança, sublinhando esperar que a oposição vote a favor da alteração da Constituição tendo em conta esse objetivo.

“Acredito que a oposição irá agir com espírito de responsabilidade e aprove a revisão da Constituição no Congresso”, afirmou. O Presidente François Hollande pretende prolongar o estado de emergência por mais três meses, mas a lei francesa atual impõe um prazo máximo de 12 dias.

Valls elogiou a atuação das autoridades, mas considera que se houvesse mais polícias nas ruas de Paris, na passada sexta-feira, o massacre poderia ter sido evitado. O primeiro-ministro francês diz que são necessários “elementos experientes” no terreno.

Esta segunda-feira, François Hollande anunciou na Assembleia Nacional em Versalhes, falando perante as duas câmaras, que a França vai apostar no reforço dos agentes de polícia para os próximos anos, sendo que até 2018 não haverá redução do número de efetivos das Forças Armadas. Adiantou ainda que irá reunir-se na próxima semana com os seus homólogos norte-americano e russo, Barack Obama e Vladimir Putin, respetivamente, para discutir o combate ao terrorismo.

Entretanto, o secretário de Estado norte-americano John Kerry - que se reúne esta terça-feira em Paris com Hollande - garante que os EUA vão continuar unidos com a França na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), classificando os jiadistas de “monstros psicópatas.”

“Não há nada de civilização nestes jiadistas. Os vossos irmãos e irmãs americanos estarão ombro a ombro com vocês, tal como estivémos sempre com a França. Somos todos parienses”, disse Kerry, citado pela BBC.

O Ministério da Defesa francês afirmou que foram intensificados esta noite - pelo segundo dia -, os bombardeamentos aéreos em Raqqa, na Síria, tendo sido destruído um centro de comando e um centro de treinos do Daesh.