Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

França. Mais 16 bombas contra posições do Estado Islâmico

  • 333

O segundo ataque ocorreu na madrugada desta terça-feira

EPA/ ECPAD

O Presidente francês tinha prometido na tarde de segunda-feira que a resposta ao terrorismo seria “implacável” e durante a noite houve novo ataque aéreo. Desde os atentados de sexta-feira em Paris, a cidade de Raqa, principal reduto do Daesh na Síria, já foi bombardeada por duas vezes

A França demorou a reagir aos atentados de sexta-feira: passaram 40 horas entre os ataques terroristas em Paris e o primeiro bombardeamento em Raqa, o principal reduto do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). No entanto, esta madrugada a aviação francesa voltou a bombardear a mesma zona do norte da Síria, destruindo um centro de comando e um centro de treino, de acordo com as informações avançadas pelo Estado-maior das forças armadas de França.

No comunicado pode ler-se que “as forças armadas francesas levaram a cabo, pela segunda vez no espaço de 24 horas, um raide aéreo contra o Daesh em Raqa, na Síria". O ataque aconteceu pouco passava da meia-noite em Lisboa e recorreu a “dez aviões caça a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia”, que lançaram 16 bombas sobre o alvo, menos quatro do que no ataque aéreo da véspera.

Ainda de acordo com a informação expressa no comunicado, “os dois alvos foram atacados e destruídos em simultâneo”. A operação conseguiu, assim, atingir “locais identificados durante missões de reconhecimento previamente realizadas pela França”, contando com a colaboração norte-americana.

Hollande promete “resposta implacável”

Estes bombardeamentos seguem-se aos primeiros, que ocorreram durante a madrugada de segunda-feira e tiveram como alvo a mesma zona. Os ataques são a resposta aos atentados de Paris da passada sexta-feira, que provocaram 129 mortes e fizeram mais de 400 feridos em sete localizações diferentes. Estes atentados acabaram por ser reivindicados pelo Daesh, através de um comunicado divulgado no último sábado.

Na sequência dos atentados, o Presidente François Hollande anunciou que a resposta de França seria “implacável”. Já esta segunda-feira, perante as duas câmaras da Assembleia Nacional, Hollande sublinhou que o país “está em guerra”, prometendo não se deixar “impressionar pelos terroristas”: “Atacam a França pois somos a casa da liberdade e dos Direitos Humanos. Isto não é uma guerra de civilizações, porque estes assassinos não representam qualquer civilização”, declarou.

A França já anunciou que vai intensificar as suas operações contra o Daesh em terreno sírio graças às informações obtidas e à deslocação do porta-aviões Charles-de-Gaulle, que vai triplicar a sua capacidade de realizar ataques.

Também o Presidente russo declarou esta manhã, citado pela Reuters, que o país vai intensificar os ataques aéreos que visam localizações controladas pelo Daesh.

“A ação militar da nossa aviação na Síria, não só deve ser continuada como também intensificada, para que os criminosos percebam que a punição é inevitável”, disse Vladimir Putin durante uma reunião com responsáveis da segurança russa, realizada na noite desta segunda-feira.

O chefe da segurança russa, Alexander Bortnikov, disse a Putin que o avião comercial se desintegrou durante o voo devido a uma bomba com o equivalente a cerca de um quilo de TNT.

Um grupo ligado ao grupo Estado Islâmico já tinha reivindicado a responsabilidade pelo derrube do avião, mas a Rússia referiu então que aguardava os resultados oficiais de uma investigação sobre a tragédia.