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Ferro Rodrigues deseja “a mesma liberdade” de sempre em segurança

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Tiago Petinga / Lusa

Segunda figura do Estado escreveu uma mensagem no livro de condolências na Embaixada francesa em Lisboa, concluída com “vivas” a Paris e à França

O presidente da Assembleia da República assinou esta manhã o livro de condolências pelas vítimas dos ataques terroristas de Paris, na Embaixada de França, em Lisboa, desejando "a mesma liberdade" de sempre em ambos os países.

"É preciso que não nos deixemos intimidar e que a vida continue, evidentemente com segurança, mas respirando sempre a mesma liberdade, em França e em Portugal", afirmou Ferro Rodrigues, junto do embaixador Jean-François Blarel, no Palácio de Santos, após terminar a sua mensagem com "vivas" a Paris e à França.

Os atentados múltiplos com explosivos e armas semiautomáticas, reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, provocaram 129 mortos e 352 feridos, na passada sexta-feira, em diversos locais de diversão de Paris.

Ferro Rodrigues lembrou os seus laços pessoais com a bandeira tricolor, pois estudou entre os quatro e os 16 anos no Liceu Francês Charles Lepierre e foi embaixador luso na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), precisamente na capital gaulesa, durante quase seis anos.

"Quero manifestar mais uma vez o horror, a tristeza, indignação e solidariedade dos deputados e deputadas portuguesas para com Paris e a França e todas as vítimas daquele massacre horrível que houve na sexta-feira", afirmara Ferro Rodrigues, no antigo mosteiro da Ordem de Santiago de Espada e morada dos aristocráticos Lancastre antes de ser Embaixada de França em Lisboa.

O representante do Estado francês salientou a importância do ato e recordou que Ferro Rodrigues já tinha tido o cuidado de colocar a bandeira tricolor na varanda principal da Assembleia da República, durante o fim de semana.

"É muito importante ter o apoio de amigos, particularmente amigos portugueses, nestes dias de luto", disse Jean-François Blarel, salientando tratar-se do "mais alto representante parlamentar" e de um "testemunho da amizade e profundo afeto dos portugueses pelo povo francês".