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2015 - o ano em que a palavra do ano para os Dicionários Oxford não é uma palavra

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O popular rosto amarelinho com lágrimas de alegria. Há uns meses, o Expresso já tinha dado conta da importância de que os emoji ganharam entre a comunicação escrita. Agora, a confirmação vem dos editores dos Dicionários de Oxford que o escolheram como “a palavra do ano”

Pela primeira vez, a palavra do ano escolhida pelos editores dos reputados Dicionários de Oxford, não é... uma palavra mas antes um emoji: “a carinha com lágrimas de alegria”.

A sua seleção como “palavra do ano de 2015” surge como um reconhecimento da importância que os rostos amarelinhos têm ganho entre a comunicação escrita na internet, mas também em mensagens de SMS. Algo que a instituição britânica diz ter conhecido uma explosão no presente ano, passando de algo usado, sobretudo entre adolescentes, para símbolos conhecidos e utilizados pela generalidade das pessoas.

“Apesar do emoji ser um elemento das mensagens dos adolescentes já há algum tempo, a cultura emoji explodiu e chegou ao mainstream ao longo do último ano”, refere o comunicado divulgado pela Oxford University Press, esta segunda-feira.

A incorporação de um mundo digital dominado pelo visual

“O emoji tornou-se uma das formas de incorporação da vida num mundo digital dominado pelo visual, pela expressão de emoções e obsessivamente imediatista”, acrescenta a Oxford University Press na mensagem em que justifica a escolha.

Para além do tradicional Oxford English Dictionary, a editora lança também anualmente o Oxford Dictionaries Online, o que faz com que esteja especialmente atenta aos novos elementos utilizados na comunicação escrita.

Tendo percebido o destaque que os emoji ganharam em colaboração com a SwiftKey (empresa criadora da aplicação de teclados digitais para smartphones e que tem acesso à maior base de utilização de emojis), a editora procurou depois determinar qual a 'carinha amarela' mais popular do ano. O eleito acabou por ser a “carinha amarela com lágrimas de alegria”, que representou quase 20% dos emojis utilizados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Emoji nasceram em 1999, da mente do japonês Shigetaka Kurita

“Os emoji estão a tornar-se numa forma cada vez mais rica forma de comunicação, uma das que tranpõe as fronteiras linguísticas”, reconhece Caspar Grathwohl, presidente dos Dicionários de Oxford.

No artigo publicado em julho, o Expresso havia dado conta de que a Swiftkey descobrira que esta é a nova linguagem universal, após ter analisado os 1,5 mil milhões de símbolos utilizados pelos falantes das 31 línguas espalhadas pelo mundo.

Os emoji foram criados em 1999 pelo japonês Shigetaka Kurita que foi buscar inspiração à manga (banda desenhada japonesa), aos caracteres chineses e aos sinais de trânsito. Estaria contudo muito longe de sonhar com o nível de popularidade que a sua criação iria atingir.