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Primeiro-ministro francês: “O terrorismo pode atacar novamente nos próximos dias”

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Eric Feferberg / Reuters

Manuel Valls admite que existe risco de um novo atentado em Paris e noutros países da Europa. Autoridades apertam o cerco a suspeitos

Manuel Valls afirmou esta segunda-feira que a França está numa guerra contra o terrorismo, após os ataques da passada sexta-feira, alertando para a possibilidade de um novo atentado no país e noutros pontos da Europa.

“A França está de luto. Hoje e amanhã e estaremos com o nosso pensamento com as vítimas e as suas famílias que vivem um momento assustador. Estes ataques foram dirigidos à França porque é um país livre. Estamos em guerra contra o terrorismo, ele pode voltar a atacar nos próximos dias ou semanas. Não estou a dizer isto para assustar, mas para que os franceses estejam conscientes disso”, declarou o primeiro-ministro francês à RTL.

Valls sublinha que há operações que estão a ser preparadas não só contra a França mas também “contra outros países europeus”. “Vamos viver muito tempo com esta ameaça. Temos de estar preparados”, alerta.

De acordo com o governante gaulês, os ataques perpetrados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) foram planeados há muito tempo na Síria, assegurando que a França responderá à altura com bombardeamentos às posições do grupo radical islâmico em Raqqa, na Síria, onde tem instalado o seu quartel-general.

“Vamos agir em todas as frentes para destruir o Daesh. Não terão descanso. O Estado Islâmico não pode vencer esta guerra”, garante.

Questionado sobre a Conferência do Clima, que arrancará no dia 29 de novembro em Paris, Valls diz que o evento vai manter-se conforme agendado, sendo apenas cancelados todos os atos festivos à margem. “Nenhum chefe de Estado e de governo pediu para adiar a sua vinda. Pelo contrário, todos querem estar lá. Penso que seria o contrário de abdicar perante o terrorismo”.

Manuel Valls voltou ainda a apelar à união do povo francês neste momento crítico: “Mais do que nunca a união será necessária”, concluiu.

Na sexta-feira, o presidente francês decretou o “estado de emergência” e anunciou o encerramento das fronteiras, depois dos ataques ocorridos em seis pontos da capital francesa.

Foram decretados ainda três dias de luto nacional. Esta segunda-feira ao meio dia, os franceses vão cumprir um minuto de silêncio em memória das vítimas dos ataques.