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Atentados de Paris. Operação policial na Bélgica termina sem detenções

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DIRK WAEM / AFP / Getty Images

A operação visava encontrar Salah Abdeslam, suspeito de ter alugado o carro que levou os terroristas ao Bataclan. A sala dos espetáculos foi o espaço em que se registou um número de vítimas mais elevado

A operação que a polícia belga estava a conduzir em Molenbeek, nos subúrbios de Bruxelas, terminou no início desta tarde sem que nenhuma detenção tenha sido efetuada. A informação foi confirmada pelo prefeito da comuna de Molenbeek-Saint-Jean, Françoise Schepmans, que falou à rádio belga RTBF por volta das 14h locais (13h em Lisboa).

Depois de a polícia daquele país ter detido esta manhã Mohamed Abdeslam, irmão de dois dos suspeitos associados aos atentados de Paris, o homem acabou por ser libertado. A advogada de Mohamed Abdeslam, Nathalie Gallant, confirmou à estação televisiva belga TRL que o seu cliente “não tomou as mesmas opções de vida” que os dois irmãos.

Uma fonte da polícia confirmou ainda que o objetivo desta operação, que envolveu cem agentes, seria encontrar Salah Abdeslam, suspeito de ter alugado o carro que levou aos terroristas à sala de espetáculos parisiense Bataclan, uma vez que o outro irmão, Brahim Adeslam, se fez explodir no decorrer do ataque desta sexta-feira a um café situado na Avenida Voltaire.

Salah é agora alvo de um mandato de captura internacional por ser considerado “suspeito”. O belga, de 26 anos, terá escapado à polícia francesa depois de ter sido detido, na noite de sexta-feira.

Outros cinco terroristas já foram identificados, depois dos ataques que ocorreram esta sexta-feira em sete localizações da capital francesa e causaram, pelo menos, 129 mortes. De momento não há outras operações previstas, garantem as autoridades belgas.