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Secretário de Estado nega a morte de terceira portuguesa

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A notícia da morte de uma mulher de 50 anos, de nome Christine Gonçalves, que tinha sido dada nas últimas horas como possível vítima dos atentados em Paris, foi negada esta manhã por José Cesário

O secretário de Estado das Comunidades negou esta segunda-feira a existência de uma terceira portuguesa morta nos atentados de Paris na sexta-feira, salientando que até domingo à noite estavam apenas confirmadas duas vítimas mortais portuguesas.

José Cesário falava à Lusa a propósito das notícias que dão conta de que uma portuguesa de 50 anos, de nome Christine Gonçalves, que trabalhava na organização do concerto rock que decorria no Bataclan, teria morrido no ataque de sexta-feira passada em Paris, que provocou 129 mortos e mais de 400 feridos. "O nome da senhora (...) não está na lista dos mortos ou dos feridos. Isto não significa que não possa ter morrido, mas até ao momento não está na lista", sublinha.

Vários órgãos de comunicação social referem que a morte desta portuguesa terá sido confirmada pelo vereador na Câmara de Paris, Hernano Sanches Ruivo. "Eu falei com esta fonte ontem [domingo] que me assegurou não ter dito isso ao jornalista. O que ele disse foi que um amigo tinha dito que a senhora tinha morrido. Esta informação vale o que vale. Esse nome seguramente não está na lista", diz o governante português.

José Cesário adianta à Lusa que até agora está confirmada a morte de dois portugueses, um homem, de 63 anos, vítima do atentado ocorrido junto ao Estádio de França, e uma mulher, luso-descendente, nascida em França em 1980, que estava na sala de concertos Bataclan.

O secretário de Estado das Comunidades diz ainda que não tem informação de que haja portugueses internados, nem desaparecidos. "Não temos informação sobre portugueses desaparecidos. O problema é que as pessoas estão a basear-se em informações que estão a circular na internet e que ninguém sabe quem as colocou lá. Em boa verdade, estes nomes não estão completos. Fala-se de um tal Julien e um Cédric, mas ninguém sabe exatamente quem eles são. Isto cria algum alarmismo nas pessoas", frisa o secretário de Estado

José Cesário, que se desloca esta segunda-feira a Paris para se inteirar da situação e participar numa cerimónia às vítimas, faz também um apelo à calma. "É preciso não criar alarmismos. Com nomes e denúncias concretas por parte dos familiares, neste momento não temos ninguém, mas evidentemente não afasta a hipótese de haver mais mortos, pois ainda não estão identificados todos os corpos", diz.

O grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou no sábado passado, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris.

De acordo com o último balanço feito pelos hospitais, das 415 pessoas que foram atendidas nos hospitais após os ataques, pelo menos 42 feridos continuavam no domingo à tarde em vigilância intensiva em unidades de reanimação.

Os ataques, perpetrados por pelo menos sete terroristas, que morreram, ocorreram em vários locais da cidade, entre eles uma sala de espetáculos (Bataclan) e o Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha, com a presença do chefe de Estado francês, François Hollande.

O primeiro dos autores dos ataques de Paris a ser identificado pela polícia, Ismael Omar Mostefai, é alegadamente filho de uma portuguesa e de um argelino, segundo noticiou domingo o "The New York Times", citando o presidente da câmara de Chartres.

No entanto, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que, no Consulado de Portugal em Paris e no Registo Civil, não consta o nome do terrorista Ismael Omar Mostefai, apontado como filho de mãe portuguesa.