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Paris. Carro dos tiroteios encontrado com Kalashnikovs dentro

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O pior já passou, mas Paris continua em alerta

ERIC FEFERBERG/Getty

A investigação para desmontar a rede que provocou os atentados de Paris, que mataram 129 pessoas, continua. Para além de ter encontrado um Seat que pensa ter estado envolvido nos atentados, a polícia continua a interrogar a família do terrorista identificado, Ismael Omar Mostefai. E o passaporte sírio que terá dado entrada na Grécia pode nem sequer ser verdadeiro. O Expresso reuniu as últimas informações conhecidas

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

A polícia francesa, em colaboração com as autoridades de outros países, prossegue os esforços para descobrir possíveis cúmplices do atentado de sexta-feira, bem como as identidades dos terroristas que morreram durante os ataques.

O Seat de Montreuil

Um Seat negro foi encontrado esta manhã de domingo em Montreuil, nos arredores da cidade de Paris, com três armas Kalashnikov dentro da viatura. A informação foi avançada por uma fonte policial à AFP. Segundo o jornal “Le Monde”, este carro foi uma das viaturas utilizadas nos tiroteios da noite de sexta-feira e foi identificado pelas câmaras de vídeovigilância.

A pista belga

Continuam as investigações na zona de Molenbeek-Saint-Jean, um subúrbio de Bruxelas, na Bélgica. A polícia já deteve dois homens, que serão irmãos, porque o carro que terá sido usado para os terroristas chegarem ao Bataclan - sendo que afinal eram três na sala e não quatro, como confirmou o ministério do Interior francês - está em nome de um deles. No entanto, como alerta “Le Monde”, “ainda é cedo para dizer se há ligações entre estes homens e os atentados de sexta-feira”.

O interrogatório

A polícia francesa terá detido seis pessoas da família de Ismael Omar Mostefai, o atacante identificado do Bataclan. Os familiares estarão a ser interrogados e a polícia está a fazer buscas em casa do pai e de um dos irmãos de Ismal, segundo disse uma fonte policial à AFP.

A mesma agência avança que um dos irmãos do terrorista que vive em Bondoufle, uma aldeia a menos de 40 quilómetros de Paris, declarou à AFP antes de ser detido que não falava com o irmão mais novo há alguns anos por “questões familiares”, mas que não acreditava que ele pudesse estar envolvido no atentado. “É uma loucura, um delírio...”, disse o irmão de Ismael.

Os passaportes

O passaporte de origem síria encontrado perto de um dos suicidas do Stade de France continua a ser investigado. Depois de ter sido identificado como tendo sido registado na Grécia a três de outubro, o ministério do Interior da Sérvia confirmou este domingo que o titular do mesmo passaporte terá pedido asilo no país a sete de outubro.

No entanto, não é sequer claro ainda se o passaporte pertence ao terrorista ou se é sequer verdadeiro. Na noite de sábado, a cadeia de televisão norte-americana CBS citava uma fonte dos serviços secretos norte-americanos que lançava dúvidas sobre a autenticidade do passaporte: “O passaporte não contém os números certos para ser um passaporte sírio legítimo e a fotografia não bate certo com o nome”, escreve a CBS no seu site. Para além disso, tendo em conta a crise de refugiados atual, os passaportes sírios são os mais cobiçados, por serem aqueles que tornam mais fácil que o pedido de asilo seja aceite. Ou seja: o autor dos atentados pode não ser a pessoa a quem corresponde o passaporte e este pode nem sequer ser verdadeiro.

Da mesma forma, o passaporte egípcio que também foi encontrado perto do Stade de France e que se pensou inicialmente pertencer a um dos terroristas é afinal um documento de um cidadão egípcio, Waleed Abdel-Razzak, que ficou gravemente ferido no ataque, segundo declarou este domingo o embaixador do Egito em Paris, Ihab Badawi.

As vítimas

O primeiro-ministro francês Manuel Valls anunciou esta manhã de domingo que 103 das 129 vítimas mortais já foram identificadas. Para além de cidadãos franceses, foram já identificados dois cidadãos portugueses - Manuel Silva, que morreu perto do Stade de France, e Priscilla Correia -, três belgas, três chilenos, dois argelinos, dois mexicanos, dois romenos, duas tunisinas, um espanhol, um norte-americano, um britânico e um sueco.

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