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Primeiro balanço. “Para já não há vítimas portuguesas”

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As autoridades continuam nas ruas de Paris, depois dos atentados de sexta-feira à noite

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Os dados são provisórios mas até ao momento não se encontram emigrantes ou turistas de nacionalidade portuguesa entre os mortos na noite de terror em Paris, diz o Governo ao Expresso

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Ao início desta manhã, o Governo fazia ao Expresso um balanço provisório do ataque terrorista em Paris. "Para já não há vítimas portuguesas", garantiu José Cesario, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

O mesmo responsável garante no entanto que "ainda vai demorar muito tempo até haver elementos seguros", nomeadamente sobre a identidade e nacionalidade das vítimas do atentado ocorrido há poucas horas em França.

As autoridades portuguesas estão a acompanhar de perto a tragédia, até porque em Paris reside mais de um milhão de portugueses e lusodescendentes.

Em Paris há também o registo de alguns lusodescendentes que se alistaram no Estado Islâmico. Pelo menos dois deles estão na Síria em combate. Um outro morreu no final do ano passado em Kobane, vítima do raide aéreo da coligação internacional liderada pelos EUA. Ainda há um quarto Jiadista com BI português emigrado em Paris, que foi detido em Espanha há dois meses.

As autoridades têm sido cautelosas a falar sobre a autoria dos atentados mas o Estado Islâmico já reivindicou os ataques numa das suas plataformas digitais, a revista Dabiq. Uma fonte próxima da investigação ao jiadismo garante que a informação é credível. Nas próximas horas haverá mais detalhes, até porque saber-se-à em breve a identidade dos terroristas abatidos no ataque.