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Paris. “Desta vez é a guerra”

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Os franceses tentam perceber a tragédia desta sexta-feira

Pascal Le Segretain

Paris acordou esta manhã como que atordoada. Mas a vida continua neste dia seguinte aos sete monstruosos atentados que atingiram a cidade durante a noite

Na praça Léon Blum (metro Voltaire) a cinco minutos a pé de dois dos locais que mais sofreram com os ataques terroristas – um café e a sala de espetáculos Le Bataclan (dezenas de mortos) e um restaurante da rue de Charonne (18 mortos) – a maioria dos cafés, padarias e supermercados estavam abertos, como habitualmente, às 8h30 desta manhã cinzenta e fria de sábado.

No vendedor de cigarros, à saída do metro, compravam-se e vendiam-se maços de tabaco com sorrisos tristes e, por vezes, com pequenas exclamações como esta: “Foi terrível!”. O mesmo acontecia nos cafés da zona, onde se serviam cafés e croissants com suspiros e tristeza nos rostos dos empregados.

Paris está atordoado e chocado. No quiosque da praça, destacava-se um título do jornal popular “Le Parisien”: “Desta vez é a guerra” (clique aqui para ver as capas dos restantes jornais).