Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Paris está em estado de guerra

  • 333

CHRISTIAN HARTMANN

O relato de quem está a poucos metros do local onde se iniciou a noite de terror em Paris: “As baterias dos telemóveis esgotam, a revolta é muita. Mas o sentimento que prevalece é o da resistência”

Alexandra Carita

Alexandra Carita

em Paris

Jornalista

Sete homens armados de kalashnikov fizeram o primeiro de cinco ataques sincronizados no Bataclan, uma zona do Marais, onde nos encontramos. Sete mortos foi o primeiro balanço da noite feito pelas autoridades parisienses. Os bairros de Saint-Michel, Beaubourg, Louvre, Estado de França foram logo de seguida atacadas. Ainda não se sabe por quantos homens. Há 60 mortos confirmados e 400 militares patrulham já as ruas da capital francesa. O alerta é geral: não sair casa.

As ruas estão boqueadas. Não se circula. Aqui, a dez metros do local onde se iniciou a noite de terror, as portas só se abrem para deixar entrar quem precisa de ajuda por estar longe de casa ou de um abrigo. Não sabemos por quanto tempo ficaremos fechados e sem acesso à comunicação. As baterias dos telemóveis esgotam, a revolta é muita. Mas o sentimento que prevalece é o da resistência.