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Novo balanço: 129 mortos e 352 feridos, dos quais 99 em estado muito grave

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PAOLO LEVI/REUTERS

Em conferência de imprensa, François Molins, procurador francês, fez um novo balanço dos atentados em Paris. É avançada ainda a informação que por trás dos ataques terão estado três equipas de terroristas

O procurador francês, François Molins, fez na tarde deste sábado um novo balanço dos atentados em Paris: 129 mortos e 352 feridos, “dos quais 99 num estado de emergência absoluta”, afirmou numa conferência de imprensa, confirmando ainda que há sete terroristas mortos.

“Os ataques que todos receámos... atingiram a França”, disse.

Por enquanto o balanço ainda é provisório e está em evolução, segundo explicou Molins na conferência de imprensa, acrescentando que um dos sete terroristas foi “formalmente identificado”. De nacionalidade francesa, nasceu a 21 de novembro de 1985, em Courcouronnes. Era conhecido pela justiça frrancesa por pequenos delitos, mas nunca tinha sido preso, segundo o procurador citado pelo jornal francês “Libération”. Era também conhecido pelos serviços de informação, estando referenciado pela sua “radicalização”.

As primeiras conclusões da investigação sugerem que três equipas de terroristas, coordenadas entre si, tenham estado envolvidas nos atentados. “Temos de descobrir de onde vêm [...] e como foram financiadas.”

O procurador disse ainda que os terroristas responsáveis pelo ataque na sala de espetáculos Bataclan evocaram a Síria e o Iraque na altura do ataque, de acordo com os testemunhos recolhidos.

Entre as informações avançadas na conferência de imprensa, é dito que, perto de um dos suicidas que se fizeram explodir no Estádio de França, foi encontrado um passaporte sírio, de um cidadão nascido em setembro de 1990.

Afirmando que a operação de investigação ainda está numa fase inicial, o procurador diz que a atenção da polícia está focada em dois carros: um Seat preto, usado pelos terroristas em dois ataques, e que ainda não foi encontrado; e um Volkswagen Polo, com matrícula belga, encontrado perto da sala de espetáculos Bataclan.

Citado pela BBC, Molins disse ainda que este carro foi alugado por um francês a viver na Bélgica.