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Polónia vai recusar recolocação de migrantes

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A Polónia “não poderá respeitar” os acordos europeus de recolocação de migrantes, na sequência dos atentados de Paris, declarou este sábado Konrad Szymanski, futuro ministro dos Assuntos Europeus no governo conservador em formação

“As decisões, que nós criticámos, do Conselho Europeu sobre a recolocação dos refugiados e migrantes em todos os países da UE continuam a ter a força do direito europeu. [Mas] após os acontecimentos trágicos em Paris não vemos possibilidade política de os respeitar”, declarou este sábado Konrad Szymanski, futuro ministro dos Assuntos Europeus no governo conservador em formação, na página eletrónica wPolityce.pl.

O mecanismo de recolocação de refugiados proposto pela Comissão Europeia, no âmbito da Agenda Europeia para as Migrações, visa recolocar 160 mil refugiados no prazo de dois anos.
Para atingir o objectivo estabelecido para os próximos dois anos, deviam ser transferidos diariamente 140 refugiados.

De acordo com a Comissão Europeia, apenas 14 Estados-membros indicaram até agora capacidade para receber um total de 3.500 dos 160.000 refugiados a recolocar.

Pelo menos 127 pessoas morreram, entre os quais um português, e 180 ficaram feridas, nos atentados terroristas que abalaram Paris, na noite de sexta-feira, de acordo com fontes da polícia francesa.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para levar a cabo os atentados, morreram, segundo as mesmas fontes. Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (Daesh) reivindicou hoje, em comunicado, os atentados em Paris.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".