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Novos tiros junto à sala de espetáculos Le Bataclan, em Paris

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CHRISTOPHE PETIT TESSON/ EPA

Às 00h22 locais (23h22 em Portugal continental) foram ouvidos novos tiros junto à sala de espetáculos Le Bataclan, em Paris. Há várias ações armadas em curso na capital francesa. O presidente francês François Hollande declarou o estado de emergência e anunciou o encerramento das fronteiras

O horror voltou a Paris, onde há cenas de pânico em zonas centrais como nos bairros números 11 e 12 de Paris e igualmente explosões à volta do Estádio de França, quando decorria um jogo amigável entre a França e a Alemanha, ao qual assistia o presidente François Hollande. O chefe de Estado francês abandonou o estádio protegido pela polícia.

Notícias recentes apontam para pelo menos 60 mortos devido aos tiroteios. Segundo informações recolhidas no local por uma jornalista do Expresso, os ataques ocorreram em cinco locais diferentes: Saint-Michel, Louvre, Pompidou, Bataclan e Estádio de França. A polícia está a pedir às pessoas que permaneçam no interior de edifícios por questões de segurança.

Todos os bares e restaurantes fecharam as portas e a principal zona de perigo decorre junto à sala de espetáculos Le Bataclan, onde estão sequestradas entre 60 a 100 pessoas e há registo de 100 mortos, segundo números avançados pela AFP.

Um jornalista presente no local relatou que os atacantes dispararam de rosto descoberto durante vários minutos contra o público que assistia a um concerto, tendo inclusive recarregado as armas.

Um post recente no Facebook de uma suposta testemunha que se encontra no local diz que ainda há sobreviventes no interior da sala e que os atacantes "estão a matar as pessoas uma a uma".

Às 00h22 locais (23h22 em Portugal continental) foram ouvidos novos tiros no local. A polícia francesa já confirmou que está a tomar de assalto a sala, que fica a dois passos da antiga sede da revista Charlie Hebdo, que foi atacada em janeiro deste por dois radicais islâmicos, fazendo diversos mortos.

Um dos tiroteios ocorreu à porta do restaurante “Petit Cambodge” e do bar “Le Carillon”. Várias testemunhas afirmaram ter visto um ou dois carros parar em frente à porta do restaurante e ouvido dezenas de tiros. Pouco depois um homem terá disparado uma metrelhadora enquanto gritava “Allah akbar” (Deus é grande, em árabe). A cena foi descrita como um "pesadelo", de acordo com o jornal francês "Libération".

Ben Grant, umas das testemunhas, disse à BBC que estava com a sua mulher num bar quando os tiros foram disparados e que viu seis ou sete corpos no chão. "Há muitas pessoas mortas. É horrível. Eu estava ao fundo bar. Não consegui ver nada mas ouvi tiros. Fomos para debaixo da mesa para nos protegermos", disse.

Os espectadores que assistiam ao jogo amigável entre as seleções francesa e alemã foram convidados a sair do estádio por apenas três portas. Os pedidos foram feitos através dos altifalantes e ecrãs gigantes. O último balanço oficial relativo a este local aponta para quatro mortos, 11 feridos graves e 39 feridos ligeiros, que terão sido causados por dois ataques suicidas e detonação de uma bomba.

François Hollande está neste momento reunido com o primeiro-ministro, Manuel Valls, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. A polícia está a pedir às pessoas que permaneçam no interior de edifícios

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, lamentou já o sucedido na sua conta do Twitter. "Estou chocado com os últimos acontecimentos. Os nossos pensamentos e orações estão com os franceses. Vamos fazer tudo o que pudermos para ajudar".

[Notícia atualizada às 1h]