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Conflito entre forças do Governo sírio e do Estado Islâmico faz 100 mortos

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As vítimas mortais eram maioritariamente combatentes do Daesh

ALI JAJAL/ REUTERS

As forças de Assad conseguiram nesta quinta-feira entrar numa base aérea que se encontrava cercada pelos combatentes do Daesh. Esta já é considerada a maior vitória do Governo sírio nos últimos meses

Pelo menos 100 combatentes mortos: este é o saldo dos conflitos que tiveram lugar no norte da Síria, nesta quinta-feira, durante um período de apenas 24 horas, depois de forças leais ao Governo terem entrado numa base aérea situada na área de Alepo, que se encontrava cercada pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

De acordo com as informações avançadas pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado na Grã Bretanha, a maior parte das vítimas mortais fazia parte do Daesh. No entanto, também se registaram mortos nas fileiras das tropas leais ao Governo sírio e seus aliados da coligação internacional que combate o Daesh.

Esta conquista já é considerada o maior avanço para o Executivo de Bashar al-Assad desde a intervenção aérea russa, iniciada a 30 de setembro.

Um mês depois, o Executivo de Vladimir Putin anunciou ter atingido nesse período um total de 1623 “alvos terroristas” e refutando as acusações de que estava a usar a intervenção na Síria para atacar os opositores ao regime do aliado Bashar al-Assad.

Tensão crescente entre Rússia e EUA

Esta quinta-feira, a Rússia acusou os Estados Unidos de desviarem o rumo das conversas preparatórias que antecedem a reunião deste fim de semana em Viena, na Áustria, entre 20 nações tendo em vista uma solução final para a guerra na Síria. No entanto, Washington negou as acusações, expressando “surpresa” devido à ausência de Moscovo nas conversações que tiveram início esta quarta-feira.

Através da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, a Rússia acusou mesmo o Executivo de Obama de não ter consultado Moscovo antes de convocar os primeiros encontros: “Não podemos aceitar estas regras do jogo”, salientou.

As acusações baseiam-se no papel dominante que os EUA assumiram nas conversações em causa. Na reunião de sábado, tanto os EUA, através do secretário de Estado, John Kerry, como a Rússia, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, estarão representados.

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