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Curdos lançam ofensiva para recuperar Sinjar ao Estado Islâmico

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Ataques da coligação à cidade de Sinjar, no Iraque

REUTERS

A cidade iraquiana de Sinjar está situada numa rota estratégica que liga Raqqa, a 'capital' do Califado na Síria, a Mossul, no Iraque. A sua conquista cortará a principal linha de abastecimento do autoproclamado Estado Islâmico entre os dois países

Cerca de sete mil militares do Curdistão Iraquiano, com apoio aéreo das forças da coligação internacional, iniciaram na manhã desta quinta-feira uma ofensiva pela recuperação da cidade de Sinjar, no norte do Iraque, conquistada pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) em agosto de 2014.

A localidade está situada numa rota estratégica que liga Raqqa, a 'capital' do Califado na Síria, a Mossul, a terceira maior cidade do Iraque e a jóia dos jiadistas nesse país. A sua conquista cortará a 'Estrada 47', a principal linha do Daesh de abastecimento e transporte de mercadorias, material bélico e militares entre os dois países.

Nas últimas semanas, os peshmergas conseguiram controlar cerca de 20% dos arredores da cidade. A ofensiva de hoje, com as tropas a avançarem em vários eixos, visa a conquista do centro de Sinjar, revelou o general Ezzedine Saadun à Agência France Press. Antes do avanço terrestre, durante 24 horas a coligação bombardeou mais de 70 alvos jiadistas e procedeu-se à desativação das bombas que os jiadistas colocaram no caminho até à cidade.

Na ofensiva participam também cerca de cinco mil voluntários yazidis (conhecidos como a 'Resistência de Sinjar') e 300 guerrilheiros curdos do PKK.

Sinjar foi conquistada pelo Daesh a 3 de agosto de 2014, a que se seguiu o massacre da população Yazidi (que não é muçulmana) pelos jiadistas: terão sido assassinadas cerca de quatro mil pessoas e 400 mil fugiram para as montanhas. O ataque do Daesh a Sinjar foi, aliás, uma das razões que levaram os Estados Unidos a avançar com bombardeamentos aéreos contra posições jiadistas no Iraque.