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Suécia. Exército vai controlar refugiados

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BERND WUESTNECK / EPA

País esgotou a capacidade para acolher mais requerentes de asilo. Militares não irão para o terreno mas apoiarão a coordenação logística da Agência para os Refugiados e Imigração da Suécia

Já não há alojamentos disponíveis na Suécia para albergar mais refugiados sírios. Os abrigos estatais esgotaram há muito e também não restam vagas nos privados com alugueres suportáveis pela Agência nacional para os Refugiados e Imigração (Migrationsverket). “Neste momento apenas conseguimos assegurar que tenham um teto sobre as cabeças, mas não uma casa. Nas últimas, três, quatro noites tivemos pessoas a dormir nos nossos escritórios, um pouco por todo o país”, revelou o porta-voz Fredrik Bengtsson ao jornal britânico “The Guardian”. A última medida de emergência entrou em marcha esta segunda-feira: foi chamado o Exército.

Por enquanto, não haverá militares no terreno, nas ruas. A ajuda está concentrada na coordenação logística na Migrationsverket, onde estão a trabalhar, há várias semanas, elementos do departamento da Proteção Civil especializados em cenários de destruição natural e catástrofes humanitárias internacionais.

“Senhorios gananciosos”

Desde o início de 2015 pediram asilo na Suécia mais de 120 mil pessoas, sendo expectável que os números ascendam aos 170 mil até ao fim do ano. Um em cada sete refugiados que chegaram à Europa deslocaram-se até ali. A razão prende-se com a promessa feita pelo país, em 2013, de acolher todos os sírios que alcançassem solo sueco. Atualmente, chegam 10 mil a cada semana.

O Governo procura agora espaços livres para acolhimento, a médio prazo, em recintos desportivos e noutros espaços públicos, e equaciona a construção de campos de refugiados com tendas. Soluções imediatas estão a esbarrar em “senhorios gananciosos” que tentam lucrar com a crise humanitária, acusa a agência sueca.