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Suspeitas de purga no regime da Coreia do Norte

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KCNA KCNA / Reuters

O marechal Choe Ryong-Hae está ausente da lista de 170 convidados para o funeral de Estado do marechal Ri U-Sol, um veterano do regime da Coreia do Norte. Terá sido saneado?

Voltam a surgir novos rumores de purga a ensombrar o regime de Pyongyang. Desta vez o caso envolve um dos braços-direitos do ditador Kim Jong-Un, o marechal Choe Ryong-Hae, que é membro da comissão permanente do Partido Comunista e um dos maiores confidentes do líder da Coreia do Norte.

O nome de Choe Ryong-Hae não se encontra na lista de 170 convidados para o funeral de Estado do marechal Ri U-Sol, uma das figuras históricas do regime, que morreu de cancro de pulmão aos 94 anos. As cerimónias fúnebres vão realizar-se no próximo dia 11 de novembro na capital norte-coreana.

“É praticamente impossível que isto acontecesse... a menos que Choe tivesse sido afastado dos seus cargos. Penso que tem estado envolvido em problemas graves, como difamação, e num grande escândalo de corrupção”, afirmou Cheong Seong-Chang, analista do Instituto Sejong, na Coreia do Sul, citado pela AFP.

O porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-Hee, também reparou na ausência de Choe Ryong-Hae na lista de convidados do funeral de Estado. O facto também foi notado, este domingo, durante uma primeira homenagem ao veterano marechal Ri U-Sol, com honras militares.

O regime de Kim Jong-Un é frequentemente acusado de purgas. O principal caso foi o da execução de Jang Song Thaek, tio do ditador e na altura número dois do Executivo, que foi executado em 2012 por corrupção e alegada traição ao país.