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Obama e Netanyahu encontram-se um ano depois

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Os dois líderes encontraram-se pela última vez em outubro de 2014

Jason Reed / Reuters

Os governantes dos Estados Unidos e de Israel vão discutir o prolongamento do financiamento norte-americano dos gastos militares israelitas. Em cima da mesa está também a “estabilização” do conflito no Médio Oriente

Há mais de um ano que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, não se encontravam, apesar de os dois países serem aliados históricos. Esta segunda-feira, porém, os governantes vão tentar apaziguar as relações tensas entre os seus países, com um encontro que vai decorrer na Casa Branca.

A tensão entre Washington e Telavive tem escalado devido ao acordo sobre o programa nuclear iraniano, foi formalizado em julho passado entre os EUA, o Irão e outras cinco potências. Netanyahu esteve em Washington, em março passado, para dar um testumunho contrário à assinatura do acordo e na altura nem sequer visitou Obama. Agora, e segundo as declarações do israelita antes de partir para os Estados Unidos, os dois líderes vão conversar no sentido de “fortalecer a segurança de Israel e manter a vantagem comparativa de Israel no Médio Oriente”.

Netanyahu faz tenções de renovar em 2017 o programa acordado com os EUA em 2007, no qual ficava assegurado o compromisso da Casa Branca de financiar 20% dos gastos militares de Israel. Neste sentido, o primeiro-ministro israelita sublinhou que o motivo da sua ida ao país de Obama é “esclarecer a continuação da ajuda dos Estados Unidos a Israel na próxima década”.

Em resposta ao acordo nuclear assinado pelos Estados Unidos e pelo Irão, Israel quer passar a contar com aviões de combate norte-americanos F35, com o modelo híbrido de helicóptero e avião V22 Osprey e com bombas antibunker de 13,5 toneladas. Isto porque o entendimento formalizado em julho traz compensações militares ao Irão, providenciadas sobretudo pela Rússia.

Outro motivo de discórdia é a nomeação do novo porta-voz de Netanyahu, Ran Baratz, que tem tecido comentários jocosos sobre o Presidente norte-americano. Na sua página do Facebook, Baratz, que foi nomeado na passada quinta-feira, chegou mesmo a afirmar que Obama é antissemita.

Acordo entre Israel e Palestina afastado

Netanyahu garantiu na mesma ocasião que também haverá lugar para algumas cedências junto de Obama. Segundo o governante israelita, no encontro com o líder americano também se abordarão “possíveis progressos com a Palestina ou pelo menos uma “estabilização” da situação, uma vez que os últimos meses foram palco de uma escalada de violência entre os dois países.

Na semana passada, também a Casa Branca se pronunciou sobre as negociações de paz entre Israel e Palestina, assegurando que não acredita que estas sejam retomadas antes do fim do mandato de Obama, em janeiro de 2017. O conselheiro da Casa Branca para o Médio Oriente, Rob Malley, esclareceu que “Obama concluiu que neste momento as partes não estão em posição de negociar um acordo definitivo”. Entre as medidas apresentadas pelo chefe de Governo israelita poderão contar-se a redução de postos de controlo de Israel ou a contrução de infraestruturas e casas em zonas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.