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Birmânia. As primeiras eleições livres em duas décadas

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A Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, rodeada por dezenas de jornalistas no momento em que votou

JORGE SILVA/REUTERS

Milhões de birmaneses vão este domingo às urnas nas primeiras eleições livres dos últimos 25 anos

O Presidente da Birmânia, Thein Sein, repetiu este domingo a sua promessa de respeitar o resultado das eleições que se realizam hoje em todo o país, uma votação considerada histórica.

“Como disse no meu discurso há dias, aceitaremos a vontade dos eleitores, qualquer que ela seja”, disse Thein Sein ao jornal local “Irrawaddy”, no centro eleitoral da capital do país, Naypyidaw, onde foi votar acompanhado da mulher.

“O mais importante para o país é que haja estabilidade e desenvolvimento”, acrescentou o ex-general e primeiro-ministro da última junta militar.

Horas antes, a opositora birmanesa e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, votou em Rangum, a antiga capital situada cerca de 370 quilómetros a sul de Naypyidaw.

Vestida de vermelho e com as habituais flores no cabelo, Suu Kyi, escoltada por pessoal da segurança do seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (NLD, sigla em inglês), demorou uns dez minutos para votar e saiu sem fazer declarações aos mais de 100 jornalistas que a esperavam.