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Avião russo. Incidente levanta dúvidas sobre eventual omissão de riscos de segurança

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STRINGER/RUSSIA

Em agosto, um avião da companhia aérea Thompson, com 183 pessoas a bordo, foi obrigado a fazer uma manobra inesperada ao aproximar-se da pista de Sharm el-Sheik, no Sinai, depois de o piloto ter detetado um míssil na rota que o avião seguia

Helena Bento

Jornalista

Uma notícia publicada este sábado no jornal britânico "Daily Mail" sugere que os riscos de segurança no Sinai eram há já algum tempo conhecidos por governos e companhias aéreas.

De acordo com o jornal, em agosto deste ano um avião da companhia aérea Thompson, com 183 pessoas a bordo, foi obrigado a fazer uma manobra inesperada ao aproximar-se da pista de Sharm el-Sheik, no Sinai, depois de o piloto ter detetado um míssil na rota que o avião seguia.

O caso já foi confirmado mas as autoridades britânicas dizem que o incidente se deu no âmbito de manobras militares de rotina do Exército egípcio e que o míssil disparado não tinha como alvo o avião. A versão coincide com a da companhia aérea envolvida.

A comparação entre os dois casos e a acusação de uma eventual omissão de determinados riscos de segurança suscitou algumas críticas. Um porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros do Cairo acusou a peça jornalística publicada pelo "Daily Mail" de ser "completamente imprecisa".

Tese de atentado consolida-se

Este sábado, vários responsáveis da aviação francesa, encarregues da investigação à queda do avião que resultou na morte de 224 pessoas, confirmaram à BBC que o incidente com o Airbus A321 não resultou de problemas técnicos, o que vem consolidar a tese de atentado.

Fontes britânicas revelaram na sexta-feira que foram intercetadas conversas entre rebeldes locais que apontam para a colocação de uma bomba no porão antes da descolagem e outros responsáveis dos Estados Unidos disseram que foram intercetadas comunicações entre responsáveis do autoproclamado Estado Islâmico na Síria e rebeldes no Sinai.

Apesar de a tese de atentado estar a ganhar cada vez mais força, inclusive entre as autoridades egípcias, que estão agora a analisar os vídeos de segurança do aeroporto de Sharm el-Sheik para tentar detetar eventuais actividades suspeitas relacionadas com a queda do avião, ainda não há respostas concretas que expliquem o que sucedeu naquele dia.