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Avião russo não tinha problemas técnicos. Tese de atentado consolida-se

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Soldados egípcios guardam as bagagens do avião acidentado no Sinai

KHALED DESOUKI/AFP

Parece cada vez mais provável que uma conspiração terrorista terá estado na origem da queda do Airbus russo, com 224 pessoas a bordo, no passado sábado

A queda do Airbus A321 da companhia aérea russa Metrojet, poucos minutos de levantar voo do aeroporto de Sharm el-Sheikh, no Egito, não se deveu a problemas técnicos, confirmaram à BBC responsáveis da aviação francesa encarregues da investigação à queda do aparelho.

Na sexta-feira tinha sido revelado que as caixas negras do aparelho indicavam a ocorrência de uma explosão "súbita e violenta", que terá causado a desintegração do avião ainda no ar.

Segundo fontes britânicas terão sido intercetadas conversas entre rebeldes locais que apontam para a colocação de uma bomba no porão antes da descolagem. Responsáveis dos EUA que não quiseram ser identificados garantiram, na sexta-feira, à televisão norte-americana NBC que foram intercetadas comunicações entre responsáveis do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria e rebeldes no Sinai. Nessas conversas, trocavam discutiam a forma como o avião tinha sido derrubado e celebravam o acontecimento.

A mesma teoria parece ganhar corpo entre elementos dos serviços secretos do Reino Unido e do Médio Oriente que afirmaram ao "Financial Times" que tudo aponta para uma conspiração terrorista - esta é pelo menos a tese que circula entre os governos europeus, Washington e Moscovo, escreve o jornal financeiro.

É cada vez mais provável que grupos rebeldes com ligações ao Daesh tenham sido os responsáveis pela queda do aparelho. Pouco depois de ter sido conhecida a notícia que um avião que transportava 224 pessoas, russos na sua maioria, se tinha despenhado no deserto do Sinai, o Daesh reivindicou a autoria do ataque.

Investigadores do acidente aéreo do passado sábado, citados pela AFP, informaram que os registos de dados do Airbus A321 indicam que "tudo estava normal durante o voo, absolutamente normal, e subitamente deixou de existir".