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Caos no aeroporto de Sharm al-Sheikh

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ASMAA WAGUIH/ REUTERS

Centenas de turistas britânicos tiveram de regressar aos hotéis, depois de vários dos voos extra programados para garantir o seu regresso terem sido cancelados. A própria Rússia, seguindo o conselho dos serviços secretos, suspendeu a ligação aérea como Egito

Falar em confusão é pouco para descrever o cenário desta manhã no aeroporto egípcio de Sharm al-Sheikh, onde vários dos voos programados para garantir o regresso a casa de centenas de cidadãos britânicos foram cancelados no último momento.

Depois de as ligações áereas entre o Reino Unido e o Egito terem sido suspensas, por alegados motivos de segurança, depois do acidente com o Airbus russo, os turistas que se viram forçados a permanecer no conhecido resort preparavam-se para voltar, ao abrigo de um plano B preparado pelo Governo de David Cameron.

A situação já não era fácil, com os passageiros a serem informados que só poderiam fazer-se acompanhar de bagagem de mão, já que a restante seguiria mais tarde o seu destino, por outra via. Medidas restritas de segurança, foi-lhes justificado, já que - aparentemente - os aviões de saída teriam de ter os porões vazios.

Tudo piorou quando a companhia easyJet anunciou o cancelamento dos seus voos, informação que fez alastrar o caos e os protestos, sem mais pormenores quanto a novas datas ou motivos para a reviravolta.

Com o tempo a passar, sucessivas comunicações foram surgindo. E com elas, vários passageiros tiveram mesmo de regressar aos seus hotéis. Dos dez voos previstos pela easyJet para esta sexta-feira apenas dois se realizaram, ainda que outras companhias tenham cumprido as suas agendas.

Falta de capacidade do aeroporto

Mais tarde, as autoridades egípcias justificaram os cancelamentos alegando dificuldades logísticas e a falta de capacidade do aeroporto para realizar tantos voos extra em simultâneo.

A preocupação com a gestão do espaço aéreo em relação ao Egito agravou-se, depois de se tornar cada vez mais consistente a hipótese de o acidente com o avião russo ter ficado a dever-se à explosão de uma bomba a bordo

Apesar não existir ainda uma conclusão formal e de Moscovo ter, inclusivamente, criticado esta versão, veiculada quer pelo Reino Unido, quer pelos EUA, vários especialistas em aviação têm defendido que essa é a razão mais plausível.

E, enquanto a investigação oficial não é encerrada, muitas têm sido as companhias a apertar as suas regras ou, mesmo, a cancelar as suas rotas com o Egito. Por conselho dos seus serviços secretos, a própria Rússia suspendeu a ligação aérea com o país, até serem definitivamente esclarecidas as causas do acidente de sábado.

(Texto atualizado às 15h30)