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Angola comemora 40 anos de independência

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MIGUEL ROJO / AFP / Getty Images

No próxima dia 11, Angola comemora os seus 40 anos de independência. Embora seja uma data histórica, o ministro angolano das Relações Exteriores defende que o povo ainda precisa de trabalhar mais para a construção de uma nação firme

O ministro das Relações Exteriores de Angola defende que os angolanos devem estar "orgulhosos" pelos 40 anos de independência do país, mas ainda precisam de trabalhar "muito mais" para a construção de uma nação firme.

Georges Chikoti comentava, em declarações à agência Lusa, a passagem dos 40 anos da independência de Angola do colonialismo português, a comemorar-se no próximo dia 11 de novembro.

O ministro angolano realçou que Angola viveu nestas quatro décadas períodos difíceis, de uma guerra "muito longa, que ceifou várias vidas e também destruiu muitos bens e muita propriedade".

A liderança do Presidente José Eduardo dos Santos, enfatizou Chikoti, permitiu que os angolanos conseguissem também reconstruir rapidamente as suas infraestruturas e criar melhores condições de vida para os cidadãos. "Temos muito mais gente nas escolas do que já houve, temos mais universidades construídas agora e Angola já esteve duas vezes no Conselho de Segurança [das Nações Unidas], hoje, está pela segunda vez, então tudo isso demonstra uma grande dedicação sobretudo do trabalho dos angolanos para construir uma Angola melhor", referiu o ministro.

O chefe da diplomacia angolana acredita que é construindo-se um país firme que Angola vai longe, fazendo com que todas as potencialidades nacionais trabalhem para o mesmo fim: que o país seja vista como um ponto importante no mundo. "Acho que é o que temos estado a conseguir nos últimos 12 anos de paz. Se nós olharmos para as delegações que visitaram Angola, que visitam Angola, e essas diferentes realizações, indicam que o país amadureceu significativamente e isto é reconhecido por todos os países", destacou.

Segundo o governante angolano, a confiança que o mundo tem depositado em Angola tem vindo a aumentar "e tudo isso é resultado do trabalho dos angolanos, trabalho do Governo e do Presidente da República". "E eu acho que nesses 40 anos Angola fez muito, mesmo que ainda tenhamos também perdido muita coisa. Acho que podemos nos orgulhar desses 40 anos", salienta.

No domínio da diplomacia, Georges Chikoti destacou o que considerou para Angola "pontos extremamente importantes que poucos os países têm", e "trunfos que ninguém pode tirar a Angola", como a sua contribuição para a independência da Namíbia, o fim do Apartheid na África do Sul e a vinda do regime do ANC. "E isto é uma contribuição extremamente importante para a libertação do continente africano e, muito particularmente, dos sul-africanos e daí também a grande importância da batalha do Cuito Cuanavale, que marcou o fim da guerra e demonstrou a grande capacidade militar do exército angolano", acrescenta.