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Suu Kyi diz que estará “acima do Presidente” de Myanmar se o seu partido vencer

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Getty

A Nobel da Paz já foi impedida de assumir os destinos de Myanmar quando o seu partido venceu as eleições. Vinte e cinco anos depois, Suu Kyi espera fazê-lo caso vença as eleições do próximo domingo. E relativiza a norma constitucional que a impede de assumir a presidência

Apesar de não poder vir a assumir a presidência de Myanmar (antiga Birmânia), a líder da oposição Aung San Suu Kyi afirmou que, caso o seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND), vença as eleições do próximo domingo, irá assumir a chefia do Governo e na prática ficará “acima do Presidente”.

“Nós iremos ter um Presidente que trabalhará seguindo as políticas do LND”, afirmou ainda na sua última conferência de imprensa antes do ato eleitoral.

Estas eleições serão as primeiras primeiras a decorrerem de forma verdadeiramente aberta e livre nos últimos 25 anos.

Em 1990, o LND ganhou as eleições por uma confortável vantagem, mas Suu Kyi estava sob prisão domiciliária e foi impedida de tomar posse pelos militares. A sua situação levou a que tivesse sido contemplada nesse ano com o Prémio Sakharov e no seguinte com o Nobel da Paz.

Os generais que orquestraram depois a mudança política no país conceberam uma norma na constituição, que impede que alguém que tenha familiares estrangeiros de ser Presidente no país, uma regra claramente destinada a afastar do cargo Suu Kyi, cujos filhos têm passaporte britânico.

Mais de 90 partidos candidatam-se às eleições de domingo e as declarações da líder da oposição destinam-se claramente a incentivar os leitores a votarem no seu partido: “Eu estarei acima do Presidente. É uma mensagem muito simples”.