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Expresso

Internacional

NATO reforça-se no flanco sul

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Paraquedistas da 82ª divisão aerotransportada dos EUA numa largada no âmbito do Trident Juncture

PAUL HANNA/REUTERS

A mobilização de cinco aeronaves não-tripuladas (drones) na base italiana de Sigonella será a “chave de proteção” contra eventuais ameaças no sul da Europa

Depois do “perigo russo” devido ao conflito na Ucrânia, a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foca-se agora na região do Mediterrâneo. O aumento da instabilidade no Norte de África e no Médio Oriente obrigam assim a Aliança Atlântica a reforçar a vigilância na região.

“A instabilidade e os riscos do flanco sul estão muito próximas das fronteiras da NATO”, admitiu, quarta-feira, ao “El País” o secretário-geral da organização. Jen Stoltemberg falava em Saragoça no âmbito do Trident Juncture, o maior exercício militar conjunto dos últimos dez anos que termina sexta-feira em Portugal, Espanha e Itália.

Como “chave para proteger os países do Sul”, Jens Stolemberg quer mobilizar cinco drones Global Hawk de fabrico norte-americano para a base italiana de Sigonella, no âmbito do programa AGS (Vigilância Aérea do Terreno). Stolemberg falou em dar um impulso definitivo a este programa que prevê a compra das cinco aeronaves não tripuladas por um grupos de países-membros. Estes drones, bem como a estações de controlo C2, terão a operação e manutenção assegurada pela Aliança Atlântica.