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Internacional

Colapso de fábrica paquistanesa mata pelo menos 21 pessoas. Operações de salvamento já começaram

De acordo com os responsáveis pelas operações de salvamento, 98 pessoas já foram resgatadas

RAHAT DAR

Os hospitais regionais e locais já se encontram em estado de alerta para receberem os sobreviventes que forem encontrados. O incidente pode estar relacionado com o forte sismo que abalou Afeganistão e Paquistão na semana passada

O colapso de uma fábrica de sacos de plástico que estava a ser construída em Lahore, no Paquistão, matou pelo menos 21 pessoas esta quarta-feira. Operações de salvamento de possíveis sobreviventes continuam a decorrer - cerca de uma centena de pessoas já foram resgatadas -, uma vez que na altura do acidente cerca de 200 trabalhadores encontravam-se no interior do edifício, de acordo com o porta-voz das operações de resgate, Jam Sajjad Hussain.

Outras fontes, citadas pela Al-Jazeera, garantem que no local estariam 150 pessoas, incluindo o dono e os administradores do espaço. Ainda segundo Hussain, que falou com a BBC, 98 pessoas já foram resgatadas e levadas para os hospitais mais próximos, que se encontram em estado de alerta.

A permanência de sobreviventes, presos no local, é uma certeza, uma vez que as autoridades paquistanesas já revelaram que continuam a ouvir-se vozes e pedidos de ajuda. Um destes sobreviventes é Liagat Ali, um trabalhador da construção da obra que conseguiu ligar a uma estação televisiva a partir do seu telemóvel com o objetivo de pedir ajuda.

Ali revelou que estava a trabalhar no primeiro de dois andares já operacionais no edifício quando o telhado colapsou, acrescentando que os barulhos de maquinaria audíveis a partir do local onde continua preso lhe dão “esperança de sair vivo”.

Paquistão tem histórico de problemas de segurança no sector da construção

A causa do colapso ainda não é conhecida, mas o tremor de terra de magnitude 7.5 na escala de Richter que se fez sentir no Paquistão no início da semana passada, matando 273 pessoas, e possíveis problemas de construção - os níveis de segurança em edifícios paquistaneses são frequentemente insuficientes - são apontados como motivos prováveis.

Há horas que familiares e amigos tanto das vítimas como dos sobreviventes se encontram no exterior das instalações em ruínas, à espera de notícias.

As operações de resgate estão a recorrer ao uso de maquinaria pesada, escavadoras e gruas e vão contar com a ajuda de engenheiros, assim como de militares destacados para o efeito.