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Presidente do Eurogrupo em polémica sobre deduções concedidas a bancos

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JOHN THYS/ Getty Images

A dedução em causa permite aos bancos poupar 350 milhões por ano. Vários dirigentes políticos já pediram que Jeroen Dijsselbloem explique o que aconteceu

O ministro das Finanças dos Países Baixos e também presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, foi envolvido na polémica sobre a alegada influência do grupo bancário holandês ING na elaboração de uma lei que concede deduções aos bancos.

A polémica surgiu esta quarta-feira depois da publicação de uma informação no jornal holandês NRC em que apontava o ING como autor de partes de uma lei sobre deduções concedidas a entidades financeiras, em obrigações conhecidas como cocos, segundo o diário em linha Dutchnews.

A questão levou vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da maioria, a pedir a comparência de Dijsselbloem para explicar o que aconteceu, entre os quais o deputado Henk Nijboer, também trabalhista, como o presidente do Eurogrupo.
"Os políticos devem escrever as leis, não os bancos", afirmou Nijboer à cadeia holandesa NOS.

Por seu turno, Dijsselbloem admitiu que vários dirigentes do ING tinham sido consultados durante o processo legislativo, à semelhança do feito com outros bancos, ainda segundo o mesmo meio.

A dedução, que está em vigor desde 2014, permite aos bancos poupar 350 milhões por ano e o porta-voz do Ministério das Finanças disse à NOS que "não pode ser considerada uma ajuda de Estado ilegal".