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Poroshenko promete guerra à corrupção

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Kirill Kudryavtsev/Reuters

Presidente ucraniano diz que a detenção de um oligarca é só o começo do combate à corrupção no país. Já o partido UKROP acusa Poroshenko de levar a cabo uma campanha de repressão política

Liliana Coelho

Liliana Coelho

com agências

Jornalista

O Presidente ucraniano garantiu este domingo que a detenção do oligarca Guennadi Korban, foi só o primeiro resultado da luta contra a corrupção no país.

“Korban não será o último. A luta contra a corrupção e os esforços para restaurar a ordem vai continuar. Ninguém usufrui de imunidade, nem os atuais, nem os membros do antigo regime”, declarou Petro Poroshenko numa entrevista televisiva, citado pela AFP.

O oligarco ucraniano é acusado de ter desviado cerca de 1,5 milhões de euros destinados a soldados ucranianos que combatem os separatistas pró-russos no leste do país e de pertencer a uma rede criminosa. No sábado, foram realizadas buscas no seu escritório que resultaram na apreensão de milhões de euros em dinheiro e armas de fogo.

Guennadi Korban é considerado o principal apoio de Igor Kolomoïski, antigo governador da região de Dnepropetrovsk.

O partido UKROP já reagiu à detenção do oligarca, acusando o Presidente ucraniano de levar a cabo detenções que têm como alvo os seus opositores, numa ação de repressão política.

“Devemos unir-nos para pôr fim à ditadura de Poroshemko. O Presidente ordenou a detenção dos seus opositores indesejáveis. Trata-de de um crime e uma razão para destitui-lo”, escreveu o partido na sua página do Facebook.

Durante a campanha eleitoral, Poroshenko insistiu sempre que a luta contra a corrupção era uma das prioridades da sua legislatura. O dono dos chocolates Roshen foi eleito no dia 25 de maio de 2014 após a deposição de Viktor Ianukovich, em fevereiro.