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Nova aliança síria apoiada pelos EUA anuncia ofensiva contra o Estado Islâmico

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Campo de refugiados na província de Hasaka, na Síria

AHMAD AL-RUBAYE/AFP/Getty Images

Esta é a primeira operação declarada pelas forças democráticas da Síria, um dia depois dos Estados Unidos terem anunciado o envio de forças especiais para a Síria - refletindo uma mudança de estratégia de Barack Obama. “Anunciamos hoje o primeiro passo nas nossas operações militares”

Um dia depois dos Estados Unidos terem anunciado o envio de forças especiais para a Síria, a aliança síria anunciou uma ofensiva contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) na região noroeste da província de Hasaka. Esta é a primeira operação declarada pelas forças democráticas da Síria, que integra as milícias curdas apoiadas pelos norte-americanos e grupos rebeldes árabes do país.

“Anunciamos hoje [sábado] o primeiro passo nas nossas operações militares”, afirmou um porta-voz das forças sírias, citado pela “Reuters”. “Com a participação de todas as fações e o suporte e coordenação dos aviões da coligação internacional para combater o Daesh, anunciamos o início da libertação da região no sul de Hasaka”, declarou ainda o porta-voz.

Segundo acrescentou ainda, a campanha irá continuar até que todas as áreas ocupadas em Hasaka (um importante bastião do Daesh, por se localizar na fronteira da Síria com o Iraque, onde o grupo terrorista também autoproclamou um califado) sejam libertadas do controlo dos jiadistas.

O envio de soldados para a Síria pelos Estados Unidos (menos de 50), anunciado esta sexta-feira, é uma mudança na estratégia de Barack Obama, que até então havia sido pautada pela máxima “no more boots on the ground” (“nem mais um soldado no terreno”, numa tradução livre). O Presidente norte-americano diminui assim a sua precaução no que diz respeito à guerra civil síria.

Também esta sexta-feira os chefes de diplomacia de onze países (incluindo os Estados Unidos e a Rússia), para além da ONU e União Europeia, reuniram-se em Viena, na Áustria, para discutir uma solução para a crise síria com início há quatro anos e que já provocou mais de 200 mil mortos.