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Varoufakis nega cachês milionários e diz que os seus críticos são “amigos da troika”

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Milos Bicanski/GETTY

Ex-ministro grego das Finanças assegura que cobra uma em cada 12 participações em conferências. E acusa alguns media de quererem travar o seu objetivo de levar a “Primavera de Atenas” à Europa

Desmente e ironiza. Yanis Varoufakis não demorou a reagir às notícias que davam conta de que cobrava 60 mil dólares (cerca de 54 mil euros) para discursar fora da Europa. Num texto no seu blogue, marcado pelo habitual tom satírico, o antigo ministro grego das Finanças agradece aos órgãos de comunicação social - que classifica de “amigos da troika”- de lhe estarem a dar uma “excelente oportunidade” para prosseguir com a sua campanha em nome da “transparência em todo o lado”.

Explica que nos últimos meses, desde que deixou o Governo grego em julho, tem-se dedicado a levar a “Primavera Árabe” ao coração da Europa, defendendo que falta transparência na política europeia, sendo esse um pré-requisito para combater o défice democrático no Velho Continente.

“Como já seria de esperar, os mesmos media amigos da troika que tentaram vilipendiar a Primavera de Atenas e a guerra com a troika, também apostam em difamar os meus últimos esforços”, escreve Varoufakis.

“Isso constitui um grande presente para o qual eu estou grato. Eles confirmam a medida em que ainda se sentem ameaçados pela Primavera de Atenas e que o ódio da esperança que se espalhou ao redor do mundo é imortal”, conclui.

No final do post, Varoufakis inclui duas listas de conferências onde tem participado. A lista A, que é constituída por participações em eventos em que não cobra (exceto três palestras em que a organização terá insistido com Varoufakis para receber uma simbólica quantia, segundo o próprio), e a lista B, que contém as participações pagas.

Nesta última lista, o ex-ministro grego salienta que apenas uma em cada 12 participações têm direito a cachê, sendo que os maiores foram os 28.800 euros recebidos na conferência anual Abraaj, em Singapura, e 24.000 euros embolsados pela presença num programa da TV italiana RAI 3.