Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Israelitas assinalam 20 anos sobre o assassinato do primeiro-ministro da paz

  • 333

Uma mulher observa uma das fotografia sobre Itzak Rabin, numa exposição patente em Telavive

BAZ RATNER/REUTERS

Completam-se duas décadas sobre a data em que um judeu radical assassinou Yitzhak Rabin. As cerimónias de homenagem ao antigo primeiro-ministro israelita ocorreram na segunda-feira

Yigal Amir, o assassínio do primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin, nunca será libertado da prisão, declarou segunda-feira o Presidente israelita, Reuben Rivlin, durante uma das cerimónias que assinalaram os 20 anos desde o crime.

O ex-líder israelita foi morto dois anos depois de ter assinado um acordo de paz com o líder da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat, em Oslo, em setembro de 1993, e que teve a mediação do então Presidente norte-americano Bill Clinton.

O acordo valeu a Rabin, a Arafat e ao então Presidente israelita Shimon Peres a obtenção do Nobel da Paz em 1994.

O primeiro-ministro israelita viria, contudo, a ser assassinado por um judeu ortodoxo durante uma manifestação pela paz em Telavive a 4 de novembro de 1995.

Após a sua morte, o seu sucessor, Shimon Peres, não conseguiu dar continuidade ao processo de paz, acabando por ser derrotado em 1996 pelo partido conservador Likud, de Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel.

Rabin permanece como o líder político israelita que levou mais longe o processo de pacificação no Médio Oriente. Segundo o calendário hebraico o aniversário da sua morte foi assinalado na segunda-feira.

A cerimónia, que decorreu na residência do Presidente, contou ainda com a participação de Shimon Peres e com a atuação de um coro infantil da Escola Yitzhak Rabin que interpretou a “Canção pela Paz” em hebraico, numa versão que incluiu o verso final em árabe.

Cerimónias de homenagem tiveram também lugar no cemitério Monte Herzl, em Jerusalém, e no Parlamento israelita.

As celebrações decorreram em simultâneo com a onda de violência que atinge Israel e os territórios palestinianos, ocupados desde 1 de outubro, e que já causou a morte de 53 palestinianos e árabes israelitas e de oito israelitas.