Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

AI pede a líderes europeus “plano de ação” que evite “desastre iminente” nos Balcãs

  • 333

Jeff J Mitchell/Getty Images

Com a aproximação do inverno, a Amnistia Internacional receia o agravamento da crise de migrantes e refugiados nos Balcãs e Europa Central. “O facto de existirem milhares de migrantes a dormir ao relento na sua travessia pela Europa representa o fracasso da UE na altura de dar uma resposta direta e coordenada”

A Amnistia Internacional (AI) incitou este sábado, através de um comunicado, os líderes europeus a definirem “um plano de ação” para a crise de migrantes e refugiados, no sentido de evitar um “desaste iminente” nos Balcãs.

Os vários líderes europeus irão reunir-se este domingo, convocados pelo presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, para avaliar e apresentar uma resposta para aquela que é a maior crise de migrantes e refugiados que assola a Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Os dirigentes dos países dos Balcãs e Europa Central “não podem deslocar-se para esta nova reunião em Bruxelas sem um plano de ação realizável que proteja as necessidades e direitos” das pessoas que tentam entrar na Europa, assevera a AI.

“A União Europeia (UE) tem mecanismos e dinheiro para assegurar as condições de acolhimento adequadas para todos os refugiados e imigrantes que chegam” e deve “utilizá-los para acabar com a marcha de miséria de centenas de milhares” de pessoas, sublinhou a organização de defesa dos direitos humanos sediada em Londres.

A aproximação do inverno - com temperaturas abaixo de zero, à noite, na região dos Balcãs - constitui motivo de preocupação para a AI. “O facto de existirem milhares de migrantes a dormir ao relento na sua travessia pela Europa representa o fracasso da UE na altura de dar uma resposta direta e coordenada” a esta crise.

A Bulgária, Roménia e a Sérvia ameaçaram este sábado encerrar as suas fronteiras se os países da UE deixarem de aceitar migrantes e refugiados, adiantando que não estão disponíveis para se tornar numa “zona tampão”.