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Iraque. EUA aliam-se a curdos em operação no terreno

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Num movimento inédito, os Estados Unidos intervêm diretamente no terreno e aliam-se às forças especiais curdas. Um soldado americano morreu e 69 reféns do Estado Islâmico foram libertados. “Esta foi uma situação excecional”, declarou o Pentágono, rejeitando o alargamento da intervenção no Iraque

Uma operação conjunta das forças norte-americanas e curdas no norte do Iraque, na madrugada desta quinta-feira, permitiu libertar cerca de 69 prisioneiros de uma prisão na região de Hawija, na província de Kirkourk. Mas um militar norte-americano acabaria por morrer na sequência dos ferimentos sofridos em combate, tornando-se assim a primeira vítima mortal dos EUA desde que o país começou a campanha contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) no Iraque, em junho de 2014.

O propósito desta missão - que envolveu helicópteros, forças especiais americanas e curdas e ataques aéreos - era conquistar a prisão comandada pelos terroristas e libertar os prisioneiros do Daesh. Os Estados Unidos teriam apenas o papel de dar apoio às forças curdas em cinco helicópteros, segundo esclarecem as autoridades norte-americanas. Mas o risco “iminente” de execução dos reféns e o colapso das forças especiais curdas levou a uma intervenção mais direta no terreno.

“Esta operação foi planeada e lançada após termos recebido informações que os reféns enfrentavam uma ameaça iminente de execução em massa”, declarou o porta-voz do Pentágono, Peter Cook. E rejeitou um alargamento do papel dos Estados Unidos no Iraque, que se encontram no país para apoiar as forçar curdas sem se envolver diretamente em combates ou ataques.

“Esta foi uma situação excecional”, asseverou Cook, sublinhando que o Governo curdo pediu assistência aos EUA. “Esta não é uma missão americana, mas uma missão de peshmergas [combatentes curdos], da qual somos apenas conselheiros.” Segundo a Casa Branca, Barack Obama terá sido notificado sobre a operação mas não a assinou.

Dos 69 reféns resgatados, cerca de 20 eram membros das forças especiais iraquianas. Cinco elementos do Daesh foram capturados e vários outros mortos na operação, que contou com a presença de pelo menos 30 soldados das forças especiais norte-americanas.