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O aquecimento global não é mito: 2015 vai ser o ano mais quente de sempre

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O fenómeno climático El Niño é causado pelo aquecimento das águas no oceano Pacífico

Denis Balibouse / Reuters

A revelação chega numa altura em que também se confirma que o mês passado foi o mês de setembro mais quente de sempre. A comunidade científica prevê que as temperaturas de 2016 podem quebrar novos recordes

Se dúvidas houvesse sobre os efeitos do aquecimento global, as informações que dão conta de que 2015 será o ano mais quente de sempre dissiparam-nas. A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, o organismo norte-americano que regista as tempertaturas globais, anuncia esta quinta-feira que desde 1880 - o primeiro ano em que foram efetuados registos climáticos - o período de janeiro a setembro nunca foi tão quente.

O relatório explica também que o mês passado foi o mês de setembro que registou as temperaturas mais altas de que há registo. O aumento de temperaturas em relação ao mesmo período do ano passado foi também o maior de sempre.

Uma das causas apontadas para as temperaturas extremas são as condições climáticas associadas ao fenómeno El Niño, que é causado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico.

O fenómeno El Niño é responsável pela emissão de grandes quantidades de calor para a atmosfera. No entanto, os registos são impressionantes mesmo quando comparados com o último El Niño, que decorreu entre 1997 e 1998. A comunidade científica está a atribuir estas mudanças à ação humana.

Algumas das consequências destas alterações climáticas são as secas e incêndios forestais na Índia e em várias regiões africanas. Os efeitos deverão intensificar-se durante os próximos meses, quando as ondas de calor associadas ao El Niño atingirem o auge.

Estes números impressionam, mas há ainda um outro dado a considerar: é que 2016 pode ser ainda mais quente do que 2015, uma vez que habitualmente o ano que se segue a um El Niño regista temperaturas mais altas do que o anterior.

Os recordes a rever são muitos e a situação deverá ser analisada durante a conferência global sobre as alterações climáticas que está agendada para o início de dezembro, em Paris. As tragédias naturais farão, certamente, parte da ordem de trabalhos, numa altura em que os líderes mundiais são pressionados no sentido de limitarem as emissões poluentes.