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Mário Jardel: uma paixão excessiva pelo bacalhau

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Mário Jardel na época em que jogava no Sporting

O ex-jogador de futebol Mário Jardel é agora deputado pelo PSD no estado do Rio Grande do Sul. Visitou Portugal em viagem oficial e voltou com 10 kg de bacalhau na bagagem. Tudo clandestino, tal como as nozes, conservas de pescado e um queijo

Mário Jardel deputado estadual do PSD no estado do Rio Grande do Sul, mantém alguns tiques do Mário Jardel que foi jogador do FCP, Sporting e Beira-Mar. Aos 42 anos, este ‘newcomer’ da política brasileira, fez uma viagem de trabalho à Europa com tudo a que tinha direito, e foi acusado de gastos excessivos.

A polémica estoirou a 14 de outubro quando o site G1 do Globo, revelou que “Jardel recebeu da Assembleia Legislativa passagens e diárias para ele e um assessor pelo período de 10 dias. Para custear a viagem, o deputado recebeu diárias de R$ 15.774 [3500 euros]. O assessor, quase R$ 10 mil [2250 euros]”.

O G1 dizia ainda que as “passagens aéreas para os dois” rondaram os quatro mil euros. A coisa foi de tal modo que “O Jardel” - como ele se referia a si próprio nos tempos do futebol - fez publicar uma nota na sua página oficial de deputado estadual para lembrar: “Fiz a viagem a Portugal e Itália após aprovação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Gostaria que todos lembrassem que tenho um mandato que me foi conferido democraticamente por mais de quarenta mil eleitores”.

O pecado da gula

Em Portugal, Jardel que mesmo sendo “novato [na política] e buscando alternativas relacionadas ao esporte”, vem-se “empenhando também em outras áreas que considero de suma importância para a sociedade”, visitou a Santa Casa da Misericórida de Lisboa, a Federação Portuguesa de Futebol , e a Federação Portuguesa de Futebol e de Desporto para Pessoas com Deficiência.

O périplo de dez dias na Europa incluiu ainda uma ida a Milão e uma visita à Expomilano.

Apesar das críticas aos gastos, tudo indicava que “O Jardel” teria um tranquilo regresso a Porto Alegre. O diabo, é que ele deve ter comprado lembranças para a família e feito um abastecimento de bacalhau para matar saudades da boa comida portuguesa.

10 kg de bacalhau apreendidos e destruídos

Na bagagem levava 10 kg de bacalhau, um queijo de 1,2 kg, nozes e conservas de peixe. No dia 29, deputado Jardel nem se lembrou que poderia ser mandado parar pelas autoridades do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para lhe revistarem a bagagem num procedimento de rotina.

A lei brasileira diz que as pessoas que viajam para dentro do país só podem tansportar alimentos mediante a apresentação de uma “certificação sanitária emitida pelo país de origem, uma vez que o produto tem entrada proibida no Brasil”, escreve o G1.

Jardel não tinha o certificado de transporte, e perdeu o bacalhau. O pior é que ninguém ganhou um bom repasto com o fiel amigo apreendido na fronteira, nem com as nozes, conservas de peixe e queijo: foi tudo destruído como manda a lei do país de Jardel.