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Eslovénia convoca Exército para controlar a fronteira

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FOTO Leonhard Foeger/REUTERS

Presidente esloveno confirma que o país irá pedir ajuda financeira à União Europeia para responder à crise dos refugiados. Jean-Claude Juncker convocou, entretanto, uma reunião de emergência em Bruxelas

O Governo esloveno aprovou, esta quarta-feira, uma lei que possibilita que soldados patrulhem a fronteira junto à Croácia, para responderem ao fluxo de refugiados que querem chegar à Europa Ocidental.

De acordo com a nova legislação, elementos do Exército passam a controlar as zonas fronteiriças em cooperação com a polícia. Desde segunda-feira que cerca de 140 soldados passaram a ajudar os agentes na fronteira, mas a partir de agora poderão também atuar na ausência de elementos da polícia.

Desde a meia-noite de sábado - com a fronteira entre a Hungria e a Croácia fechada e reforçada com uma cerca de arame farpado -, cerca de 20 mil refugiados chegaram à Eslovénia, que constitui a nova entrada para cidadãos oriundos sobretudo da Síria, do Iraque e do Afeganistão chegarem à Europa Ocidental.

O Executivo da Eslovénia anunciou que irá pedir auxílio às autoridades de outros Estados-membros, nomeadamente ao nível de recursos e equipamento. O Presidente esloveno Borut Pahor confirmou, por sua vez, na terça-feira, em Bruxelas, que o país irá pedir ajuda financeira à União Europeia, refere a Reuters.

A Eslovénia e a Croácia asseguram que não irão fechar a porta a refugiados, desde que a Áustria e a Alemanha continuem também a receber refugiados. Contudo, o fluxo de refugiados aos dois primeiros países já está a gerar alguma tensão entre ambos, com Liubliana e Zagreb a acusarem-se mutuamente de ignorarem alertas sobre a chegada de mais refugiados.

Entretanto, o ministério esloveno do Interior admitiu que não pode ser descartada a hipótese de se colocarem obstáculos junto à fronteira, caso houver uma escalada no número de refugiados que querem chegar ao país.

Reunião extraodinária em Bruxelas

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convocou para o próximo domingo um encontro extraordinário de líderes de 10 países para debater a crise dos refugiados. Entre chefes de Estado e de Governo convocados estão os da Alemanha, Áustria, Croácia, Bulgária, Macedónia, Grécia, Hungria, Roménia, Sérvia e Eslovénia.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, também foram convidados para estar presentes.

Entre 2015 e 2016, poderão chegar à Europa cerca de 1,4 milhões de refugiados, segundo o ACNUR.