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Canadá decide retirar aviões de combate do Iraque e da Síria

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A decisão foi anunciada na primeira conferência de imprensa de Trudeau como primeiro-ministro do Canadá

Chris Roussakis

O primeiro-ministro Justin Trudeau, indigitado esta segunda-feira, cumpre assim aquela que foi uma das suas bandeiras durante a campanha eleitoral. No entanto, os militares canadianos destacados para treinar forças curdas vão permanecer no terreno

O novo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou esta terça-feira em conferência de imprensa que já avisou Barack Obama de que vai retirar as forças canadianas envolvidas na luta contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) no Iraque e na Síria. No entanto, Trudeau ainda não esclareceu quando é que a decisão vai ser posta em prática.

Como Trudeau prometeu durante a campanha eleitoral, o Canadá vai retirar os seis aviões CF-18 previstos para permanecer no terreno até 2016. Na mesma altura, o país enviara também forças especiais para treinar militares curdos no norte do Iraque, compromisso que vai manter.

O chefe do Executivo esclareceu que o Canadá “continua a ser um forte membro da coligação contra o Estado Islâmico”, assegurando que a transição vai decorrer de uma forma “responsável” e “ordeira”. Trudeau garantiu que Obama “entende os compromissos” que o país vizinho assume agora com o fim de “acabar com esta missão de combate”.

Segundo um comunicado da Casa Branca, Trudeau e Obama comprometeram-se a “fortalecer os esforços dos dois países para promover o comércio, combater o terrorismo e mitigar as alterações climáticas”. Esse compromisso foi reafirmado durante uma chamada telefónica que decorreu poucas horas depois da eleição do novo primeiro-ministro canadiano.

Justin Trudeau foi indigitado esta segunda-feira, após o seu partido ter vencido as eleições legislativas com maioria absoluta. O Partido Liberal conseguiu assim quebrar o domínio dos conservadores, que governavam o país há dez anos.

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