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Seis ministros britânicos querem defender ‘não’ à Europa

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O primeiro-ministro britânico comprometeu-se a defender a permanência do Reino Unido na União Europeia, caso tenha sucesso a renegociação com Bruxelas

Darren Staples / Reuters

Estes membros do Governo já terão pedido formalmente ao primeiro-ministro Cameron liberdade para fazerem campanha pelo “Brexit” no referendo que se realizará até 2017. De momento o país tenta renegociar as condições de permanência na União Europeia

Seis ministros conservadores pediram ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, que os autorize a fazer campanha a favor da saída do país da União Europeia, avança o diário conservador “The Daily Telegraph” na sua edição de domingo. Sem o identificar, o jornal cita um dos governantes, para quem seria “loucura” Cameron esperar que membros do Governo declaradamente eurocéticos viessem defender a permanência do Reino Unido na UE.

Esta clivagem acontece numa altura em que o país tenta renegociar as condições para a sua permanência no grupo europeu, antes da realização do referendo sobre a matéria, que acontecerá até ao final de 2017. Acontece também no momento em que crescem os rumores de que Cameron pretende “expurgar” do seu Gabinete todas as vozes contrárias à manutenção britância na UE, incluindo o líder da Câmara dos Comuns, Chris Grayling.

Segundo tem defendido o primeiro-ministro britânico, caso Bruxelas atenda às reformas solicitadas, é sua intenção defender o sim à Europa, tendo Cameron deixado já claro que espera a coesão do Gabinete em torno desta tentativa de renegociação. O governante não diz, porém, que voto defenderá caso a União não aceite as suas propostas.

As reformas pretendidas pelo Reino Unido abrangem quatro áreas: a redução das ajudas sociais aos imigrantes oriundos de países europeus, o alargamento das matérias em que o país pode recusar uma maior integração política, concessões com vista ao aumento da competitividade da economia britânica e uma maior proteção dos países que não integram a zona euro. A chanceler alemã, Angela Merkel, já o alertou para o facto de a livre circulação de pessoas e bens ser inegociável.