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Estados Unidos matam importante líder da Al-Qaeda

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HOSAM KATAN/REUTERS

Sanafi al-Nasr era uma das figuras principais do grupo Khorasan, aliado da Al-Qaeda na Síria. A sua morte segue-se à de outros quatro importantes líderes do grupo terrorista, mortos nos últimos quatro meses

Helena Bento

Jornalista

Os Estados Unidos mataram um dos principais líderes da Al-Qaeda na Síria, anunciou o Pentágono este domingo. Sanafi al-Nasr, membro do grupo Khorasan, foi atingido mortalmente por um drone durante um ataque aéreo norte-americano no noroeste da Síria.

Peter Cook, porta-voz do Pentágono, descreveu Sanafi al-Nasr (saudita, cujo nome completo é Abdul Mohsen Adballah Ibrahim al Charekh) como um dos mais importantes líderes do grupo Khorasan (aliado da Al-Qaeda), com vasta experiência na angariação de fundos e recrutamento de novos combatentes para a organização terrorista, refere o "New York Times".

Sanafi al-Nasr foi ainda responsável pela organização e manutenção de várias rotas que permitiram a combatentes recém-recrutados viajarem do Paquistão para a Síria através da Turquia, e prestou auxílio à Al-Qaeda em operações militares no Ocidente.

Antes disso, integrou a célula da organização terrorista no Irão e, em 2012, ficou responsável pelas operações financeiras do grupo. Bruce O. Riedel, ex-analista da CIA, confirmou que o saudita "era um importante angariador de fundos da Al-Qaeda com ligações nos estados do Golfo", refere também o "New York Times".

A morte de Sanafi al-Nasr segue-se à de outros quatro importantes líderes do grupo Khorasan, mortos nos últimos quatro meses. Em julho, Muhsin al-Fadhli, também ele considerado uma das figuras com mais poder dentro do grupo, foi atingido por um drone norte-americano enquanto viajava de carro nos arredores de Sarmada, a cerca de 40 quilómetros da província síria de Alepo.

Muhsin al-Fadhl fez parte das operações da Al-Qaeda contra o exército norte-americano no Iraque e comandou as operações da organização no Irão. Foi um dos poucos a saber dos ataques às Torres Gémeas antes do dia 11 de Setembro de 2001, o que revela que tinha uma relação próxima com a Al-Qaeda. Também em julho, David Drugeon, um francês especialista em explosivos, que fazia parte do grupo terrorista, foi morto num ataque aéreo levado a cabo pela coligação liderada pelos EUA, perto de Alepo.

Pouco se sabe sobre o grupo Khorasan, que tem preferido atuar de forma discreta e silenciosa. Segundo Washington, é composto por cerca de 20 elementos provenientes do Médio Oriente, sul da Ásia e norte de África, enviados para a Síria pelo líder da Al-Qaeda no Paquistão, Ayman al-Zawahri, para recrutar combatentes estrangeiros e planear ataques nos Estados Unidos e na Europa.