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Dezenas de refugiados começam a chegar à Eslovénia

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ANTONIO BRONIC/REUTERS

O governo esloveno cancelou a circulação de comboios que passavam pela Croácia e ordenou o reforço da segurança nas fronteiras. Liubliana garante que não irá impedir a chegada de refugiados ao país, desde que Viena e Berlim façam o mesmo

Com a fronteira entre a Hungria e a Croácia fechada desde a meia-noite de sexta-feira - reforçada com uma cerca de arame farpado -, a alternativa para os refugiados que querem chegar à Europa Ocidental é entrarem através da Eslovénia. Esta manhã, um autocarro com dezenas de cidadãos oriundos sobretudo da Síria, do Iraque e do Afeganistão chegou cedo à zona fronteiriça de Gruskovje.

“Os refugiados vão agora passar por um processo de registo”, declarou o porta-voz da polícia eslovena, Bojan Kitel, à Reuters. Novos autocarros com refugiados estão a chegar ao país. Segundo o responsável é esperado que cheguem mais cidadãos estrangeiros à cidade de Petisovci, situada na região leste próximo da Hungria.

O Conselho de Segurança Nacional da Eslovénia convocou para esta tarde uma reunião de emergência para avaliar a situação. Entretanto, o governo esloveno cancelou a circulação de comboios que passavam pela Croácia e ordenou o reforço da segurança junto às fronteiras.

Liubliana e Zagreb garantem que não irão impedir a chegada de refugiados ao país, desde que Viena e Berlim façam o mesmo.

Apesar de fecharam a porta à entrada de mais refugiados, as autoridades húngaras asseguram que os postos fronteiriços de Beremend e Letenje continuarão abertos para os cidadãos que tiverem documentos válidos.

O governo hungaro reconheceu que esta não é a solução ideal e apela à ação conjunta da UE. “Nós sabemos que este não é a solução ideal, mas apenas a segunda melhor solução. É preciso fazer mais”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro Peter Szijjarto.

O ministro do Interior croata, Ranko Ostojic, já anunciou que as autoridades do país vão redirecionar os refugiados para a Eslovénia, após o encerramento da encerramento da fronteira da Hungria com a Croácia.

Entretanto, a Turquia anunciou que o plano acordado com a União Europeia na quinta-feira para responder à crise dos refugiados não foi concluído. As autoridades turcas propunham-se a cooperar com as autoridades europeias para controlar o fluxo de refugiados, enquanto a UE aceitaria facilita´r os vistos para os cidadãos do país. Ankara exigiu ainda um montante de 3 mil milhões de euros.

“Eles (a UE] anunciam que vão acolher entre 30 mil a 40 mil refugiados e depois são indicados para o Nobel. Estamos a receber dois milhões e meio de refugiados, mas ninguém se importa ”, afirmou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Na quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, manifestou um “otismo cauteloso” relativamente ao acordo com a Turquia, defendendo contudo que deveria constituir um “passo decisivo” na resposta à crise dos refugiados. Merkel também sustentou que o acordo consituía o primeiro passo no processo, embora alertasse que ainda havia trabalho pela frente.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, entre este e o próximo ano poderão chegar ao velho continente cerca de 1,4 milhões de refugiados, que fogem do conflito e da miséria na África e no Médio Oriente.