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Internacional

União Europeia dá €3000 milhões à Turquia para travar fluxo de migrantes

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YANNIS KOLESIDIS/EPA

Apesar das criticas relativamente ao autoritarismo do regime de Erdogan, a União Europeia estabeleceu um acordo face ao problema dos crescentes fluxos de migrantes, nomeadamente aqueles que fogem ao conflito na Síria

Reunidos em Bruxelas, os lideres da União Europeia (UE) chegaram esta quinta feira a acordo para um “plano de ação” de cooperação com o Presidente turco Recep Tayyipd Erdogan relativo ao crescente fluxo de migrantes, situação agravada devido à guerra civil na Síria.

"O plano de ação comum é um passo decisivo para enfrentar o fluxo migratório", salientou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em conferência de imprensa no final da reunião, felicitando a Comissão Europeia pelo trabalho desenvolvido.

O líderes europeus disponibilizaram-se para conceder um apoio de 3000 milhões de euros e ainda a acelerar as negociações para a concessão de vistos para os 75 millhões de turcos poderem entrar no seu espaço, em troca da Turquia fechar as fronteiras através das quais 350 mil pessoas passaram desde janeiro com destino à União Europeia.

Merkel abre “novo capítulo” e visita Turquia no fim de semana

A chanceler alemã Angela Merkel - que irá visitar a Turquia este fim de semana para debater com Erdogan a situação - afirmou que os líderes europeus concordaram em abrir um “novo capítulo” nas negociações com a Turquia e que “faz sentido” o auxílio financeiro, tendo em conta que este país já gastou sete mil milhões de euros devido à crise dos migrantes. “Nós não podemos organizar os fluxos de refugiados sem colaborar com a Turquia”, disse.

Apesar das criticas relativamente ao autoritarismo do regime turco, a UE decidiu avançar com o plano perante o crescente fluxo de migrantes. O acordo foi anunciado antes das eleições parlamentares turcas, agendadas para 1 de novembro.

“As nossas reuniões com os líderes turcos nas últimas duas semanas foram dedicadas a um objetivo: lidar com os fluxos migratórios que seguem via Turquia para a União Europeia”, afirmou Tusk, que manifestou um “otimismo cauteloso” sobre as medidas acordadas para aumentar a segurança das fronteiras externas.

Foi ainda decidido que a agência Frontex deverá ser “transformada num corpo mais operacional”, sendo reforçado o contingente de guardas fronteiriços pelos Estados-membros, nomeadamente nos “hotspots” da Grécia e Itália, e criado um sistema de repatriamento de migrantes irregulares.