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Internacional

Papa pede perdão em nome da Igreja por escândalos recentes

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O pedido de desculpas ocorreu durante a audiência semanal que Francisco conduz no Vaticano

STEFANO RELLANDINI

Francisco não especificou quais as polémicas a que se estaria a referir. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, garante que não estão em causa “casos políticos”

O Papa Francisco pediu esta quarta-feira perdão em nome da Igreja pelos recentes escândalos passados "tanto em Roma como no Vaticano". Falando na sua audiência semanal, na praça de São Pedro, Vaticano, Francisco não especificou quais os escândalos a que se referia.

O chefe máximo da Igreja Católica pediu perdão a quem assistia à audiência, antes de explicar que "Jesus era realista" e portanto "defendia que era inevitável haver escândalos casusados pelo Homem". No entanto, Francisco pediu "castigo" para os responsáveis por essas polémicas.

Questionado sobre os escândalos a que o Papa se estaria a referir, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, declarou apenas que Francisco não estaria a falar de casos políticos mas de escândalos que envolvem "homens da Igreja". A recusa de Lombardi em falar de casos políticos surgiu depois de se ter especulado que Francisco estaria a referir-se a Kryzstof Charamsa, o padre polaco que foi afastado depois de ter assumido ser um homossexual "feliz e orgulhoso" e apresentado o seu companheiro.

Depois de Charamsa ter desafiado a Igreja Católica no que toca à posição da instituição sobre a homossexualidade, o Vaticano respondeu classificando as ações do padre polaco como "muito sérias e irresponsáveis".

A Igreja Católica também fez correr muita tinta depois de ter sido publicada uma carta assinada por 13 bispos e dirigida ao Papa. A missiva, revelada esta segunda-feira pelo jornal "L'Espresso", teria por objetivo denunciar a forma como a reunião dos bispos, que dura três semanas e é presidida por Francisco, está a decorrer. No documento, os bispos argumentam que o encontro "parece projetado para facilitar resultados predeterminados sobre questões importantes."

Para mais, uma outra carta trouxe más notícias ao Vaticano, depois de mais de uma centena de fiéis da paróquia de Santa Teresa de Ávila, em Roma, terem denunciado através da missiva a presença de um sacerdote em locais onde abundaria a droga e o álcool. Na mesma carta, divulgada ma semana passada, estará incluído o testemunho de uma pessoa que garante ter mantido relações sexuais a troco de dinheiro com o sacerdote.