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Líderes europeus voltam a reunir-se para discutir crise de refugiados

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ANTONIO BAT/EPA

O reforço do papel da Turquia na resolução da crise de refugiados será um dos principais temas no encontro, que está marcado para as 16h (17h em Portugal)

Helena Bento

Jornalista

Os 28 líderes europeus vão reunir-se esta quinta-feira em Bruxelas para debater a situação dos refugiados do Médio Oriente. O reforço do papel da Turquia na resolução da crise é um dos principais temas que vão dominar as conversas no encontro.

O objetivo central da reunião é levar o Governo da Turquia a assinar um plano de ação conjunto que lhe garantirá, mediante o cumprimento de determinadas condições, mais apoio financeiro para lidar com os migrantes, o reforço das operações de regresso aos países de origem dos que não têm direito ao estatuto de refugiados e a disponibilização de recursos para ações de patrulha no Mediterrâneo.

Em troca, a Turquia (que já recebeu cerca de dois milhões de refugiados sírios e é considerada uma peça fundamental para o fim do conflito na Síria) deverá mostrar sinais de que está disposta a facilitar aos seus cidadãos a circulação entre os países que aboliram o controlo das suas fronteiras dentro do chamado “Espaço Schengen”, através de um acordo de isenção de vistos.

Antes do encontro desta quinta-feira, Angela Merkel fez questão de alertar para a necessidade de haver uma resposta conjunta da União Europeia ao problema da crise de refugiados e sublinhou o “papel central” da Turquia. “A maior parte dos refugiados de guerra chega à Europa através da Turquia. Não seremos capaz de travar o fluxo de refugiados se não trabalharmos em colaboração com o país” disse a chanceler no Parlamento alemão, na manhã desta quinta-feira.

É a segunda vez em menos de um mês que os líderes europeus se reúnem para discutir o problema dos refugiados e chegar a soluções concretas e concertadas. Na cimeira extraordinária de 23 de setembro ficou claro que os líderes europeus querem contribuir mais para a assistência aos refugiados, comprometendo-se a reforçar em pelo menos mil milhões de euros as contribuições para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e para o Programa Alimentar Mundial.

Apesar da insistência de Angela Merkel para que os países europeus adotem políticas mais abertas em relação aos refugiados, vários países de leste, como a Hungria, por onde passam milhares de migrantes que tencionam chegar à Áustria e à Alemanha, continuam inflexíveis em relação ao assunto.

A Suécia é o país europeu, a par da Alemanha, que se tem mostrado mais disponível para receber refugiados. Cerca de 86 mil pessoas pediram asilo naquele país escandinavo, em 2015, ano em que o país registou um recorde de pedidos de asilo. No ano passado, a Suécia foi o país da UE que recebeu mais refugiados per capita.