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Internacional

Israel facilita porte de armas face a vaga de esfaqueamentos

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Uma idosa foi esfaqueada por um palestiniano que foi depois abatido na quarta feira estação central de autocarros de Jerusalém

Ronen Zvulun/Reuters

Mais dois palestinianos foram abatidos após terem atacado israelitas com facas, na quarta-feira, em Jerusalém. A onda de violência provocou nas últimas duas semanas a morte de sete israelitas e 32 palestinianos, entre os quais atacantes, crianças e manifestantes

Israel anunciou mais medidas para acabar com a onda de ataques efetuados por palestinianos com facas: facilitar a licença de porte de arma aos israelitas, retirar a autorização de residência a alguns habitantes de Jerusalém oriental e bloquear estradas nas zonas palestinianas da cidade, bem como enviar mais soldados para vários pontos do país.

Ao longo do dia de quarta-feira, registaram-se mais dois ataques. Um palestiniano esfaqueou uma mulher de 70 anos na estação central de autocarros de Jerusalém, à entrada da cidade. A idosa ficou ferida e o palestiniano foi abatido pela polícia.

Horas antes, um jovem palestiniano fora também abatido, à entrada da Cidade Velha de Jerusalém, após ter tentado esfaquear um elemento das forças de segurança num posto de controlo.

O ministro do Interior israelita, Silvan Shalom, anunciou posteriormente a revogação do estatuto de residentes na cidade aos palestinianos envolvidos em ataques contra judeus.

Ao longo das últimas duas semanas a onda de violência causou a morte de sete israelitas e 32 palestinianos, entre os quais atacantes, crianças e manifestantes, temendo-se que dê lugar a uma revolta em larga escala.

Cerca de 310 mil palestinianos vivem em Jerusalém oriental

Shalom indicou ainda que o ministro da Justiça, Ayelet Shaked, está a preparar uma legislação que impeça familiares de alegados atacantes mortos em incidentes de receberem benefícios sociais.

Cerca de 310 mil palestinianos vivem em Jerusalém oriental. A cidade ocupada por Israel na designada Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi posteriormente anexada, mas este gesto nunca foi reconhecido internacionalmente.

A organização humanitária Human Rights Watch disse que a revogação dos direitos de residência é “equivalente à deportação” e proibida pela lei internacional humanitária.