Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Estados Unidos enviam 300 militares para os Camarões para combater o Boko Haram

  • 333

Ruínas de uma igreja em Baga, cidade situada no nordeste da Nigéria, tomada por combatentes do Boko Haram em janeiro deste ano

Joe Penney / Reuters

Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, garantiu que as tropas americanas vão estar armadas “para sua proteção” e que não vão entrar em combate com os terroristas do Boko Haram

Helena Bento

Jornalista

Os Estados Unidos vão enviar cerca de 300 militares e drones de vigilância para os Camarões para ajudar as tropas africanas no terreno a conter o avanço do grupo Boko Haram, informou na quinta-feira o “New York Times”.

De acordo com o jornal norte-americano, que cita uma carta enviada por Barack Obama ao Congresso, os soldados norte-americanos vão desenvolver missões de observação, reconhecimento e vigilância, estando equipados com armas que “servirão apenas para garantir a sua própria segurança e proteção”. O Presidente norte-americano informa ainda que as tropas vão permanecer no terreno “até serem necessárias ali” e que foram já enviados cerca de 90 militares para os Camarões.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, também já garantiu que as tropas americanas vão estar armadas “para sua proteção” e garantiu que não vão entrar em combate com os islamitas radicais.

Radicais do Boko Haram mataram mais em 2014

Um relatório anual sobre o panorama da liberdade religiosa no mundo, citado pelo jornal “Público”, revela que a ação de grupos islamitas radicais, entre eles o Boko Haram, assim como a campanha de repressão e violência religiosa dos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), representam a maior ameaça à liberdade religiosa em África e no Médio Oriente.

Na Nigéria, os combatentes do Boko Haram, grupo fundado em 2001 por Mohammed Yusuf, um jovem salafista que defendia a criação de uma república islâmica integrista na Nigéria e a rutura com a cultura ocidental, mataram mais pessoas em 2014 do que nos cincos anos anteriores, em ataques contra igrejas, mesquitas, mercados e aldeias, refere ainda o relatório, divulgado esta quarta-feira.

Segundo a Amnistia Internacional, pelo menos 17 mil pessoas morreram em ataques levados a cabo pelo grupo terrorista desde 2009.

Esta terça-feira, um atentado na cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, resultou na morte de pelo menos sete pessoas, noticiou a AFP. Apesar de o ataque não ter sido ainda reivindicado, as autoridades acreditam tenha sido levado a cabo pelo Boko Haram.